Avaliação da Eficiência Bancária Brasileira: Uma Abordagem DEA

  • Patricia Benites Cava Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP-USP)
  • Alexandre Pereira Salgado Junior Professor Associado do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FEARP-USP).
  • Adriel Martins de Freitas Branco Doutorando em Administração de Organizações pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP-USP)
Palavras-chave: Eficiência Bancária. Bancos. Bancos Brasileiros. Abordagem Produção. DEA.

Resumo

Objetivo: A pesquisa tem como objetivo avaliar a eficiência de bancos que atuaram no mercado brasileiro no ano de 2013. Para atingir este objetivo foram identificados os bancos eficientes sob a abordagem de produção. A fim de detectar e explicar padrões de eficiência, foram realizadas análises complementares relacionadas a (1) origem de capital, (2) porte, (3) segmento de atuação e (4) classificação de risco (rating) da instituição.

Originalidade/ Lacuna/ Relevância/ Implicações: A literatura brasileira sobre eficiência bancária apresenta diversos estudos relacionando a eficiência dos bancos à origem de seu capital e porte. Entretanto, a relação entre eficiência e segmento de atuação foi muito pouco explorada e a relação entre eficiência e classificação de risco é escassa. Neste sentido, a presente pesquisa contribui com a literatura ao explorar a relação entre eficiência e segmento de atuação, bem como a relação entre eficiência e classificação de risco.

Principais aspectos metodológicos: A pesquisa utiliza uma abordagem quantitativa e emprega a técnica Data Envelopment Analysis (DEA) para calcular os escores de eficiência. Os dados foram obtidos no Banco Central do Brasil (BACEN).

Síntese dos principais resultados: Bancos públicos federais e bancos de grande porte são, em média, mais eficientes. Bancos que atuam nos segmentos de câmbio e varejo, bem como bancos com elevada classificação de crédito também obtiveram altos níveis de eficiência.

Principais considerações/ conclusões: Bancos eficientes apresentaram-se mais lucrativos, emprestaram menos, como proporção de seu ativo total, e receberam menos reclamações no Banco Central no ano de 2013.

Biografia do Autor

Patricia Benites Cava, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP-USP)

Mestre em Engenharia de Produção pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo(EESC-USP). Atualmente participa do GREFIC - Grupo de Estudos em Eficiência, pesquisando Análise Envoltória de Dados (DEA) aplicada a Bancos, na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP-USP)

Alexandre Pereira Salgado Junior, Professor Associado do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FEARP-USP).
Livre-docente em Administração pela Universidade de São Paulo (FEARP-USP). Professor Associado do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FEARP-USP). Coordenador do GREFIC - Grupo de Estudos em Eficiência. Pesquisador em Análise Envoltória de Dados (DEA) aplicada à Gestão da Educação, Operadoras de Planos de Saúde, Bancos e ao Setor Energético.
Adriel Martins de Freitas Branco, Doutorando em Administração de Organizações pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP-USP)

Doutorando em Administração de Organizações pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP-USP). Aluno associado ao GREFIC - Grupo de Estudos em Eficiência, pesquisando Análise Envoltória de Dados (DEA) aplicada a Bancos. Atualmente é professor visitante nos Programas de Pós Graduação (MBAs) da FUNDACE, SENAC, Uniseb e INEPAD.

Publicado
2016-09-15
Seção
Finanças Estratégicas