Avaliação psicológica de jogadores de videogame, tabuleiro e live: personalidade, raciocínio e percepção emocional

Fabiano Koich Miguel, Lucas de Francisco Carvalho, Thainã Eloá Silva Dionísio

Resumo


Esta pesquisa teve por objetivo investigar a relação entre preferência por jogos e características psicológicas: raciocínio abstrato e verbal, percepção de emoções e traços patológicos de personalidade. Para tanto, 164 pessoas participaram do estudo, predominantemente mulheres (75%) com idade média de 18,93 (DP = 6,36), e a maioria possuía ensino médio completo ou graduação. Os indivíduos responderam a um questionário de preferências de jogos, ao Teste Informatizado de Percepção de Emoções Primárias (PEP), ao Inventário Dimensional Clínico da Personalidade (IDCP) e a dois subtestes da Bateria de Provas de Raciocínio (BPR-5). Os resultados indicaram correlações coerentes com a maioria das medidas, de modo que a maior parte das magnitudes foi significativa, variando entre 0,16 (Distorção de raiva vs. Interesse em jogos violentos) e 0,41 (Percepção emocional vs. Quantas vezes por mês se reúne com outras pessoas para jogar). Além disso, a importância atribuída a ser um usuário de jo­gos foi predita principalmente por três traços da personalidade: Grandiosidade, Evita­ção a críticas e Impulsividade. Foi possível encontrar tendências de associação entre características psicológicas e a preferência por jogos, de modo que atribuir maior im­portância ao ato de jogar mostrou-se associado à maior frequência de comportamentos excêntricos, desconfiança quanto às intenções dos outros e evitação a críticas. As rela­ções encontradas foram discutidas, o que possibilitou concluir que parece existir um perfil típico para pessoas que demonstram alta tendência para o ato de jogar.

Palavras-chave: jogos; recreação; traços de personalidade; inteligência emocional; medidas de inteligência.




ISSN 1980-6906 (on-line)