O Transtorno do Espectro Autista no processo de formação da prática clínica do residente em pediatria
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Resumo
Diante do aumento da prevalência do Transtorno do Espectro Autista (TEA), cresce a demanda pelo atendimento de crianças com essa condição nas unidades de saúde públicas e privadas. Assim, surge a necessidade de refletir sobre a formação dos residentes em pediatria no que tange ao TEA, já que esses profissionais frequentemente são os primeiros a atender essas crianças. Este estudo tem como objetivo analisar como o TEA é abordado na formação da residência em pediatria, a partir da percepção dos residentes. Investigou-se o conhecimento dos residentes sobre os sinais do TEA e os desafios enfrentados no atendimento a essas crianças. Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo-analítico, realizado por meio de entrevistas semiestruturadas online com oito médicos residentes de uma faculdade pública de Medicina. A análise foi feita por unidades de significação, com base na Psicologia Histórico-Cultural, resultando em dois núcleos de significação: (1) O processo de formação do residente sobre o TEA: apropriações e significados; (2) Implicações da formação na residência médica: constituição da prática clínica pediátrica. Os dados indicaram que, embora os residentes possuam conhecimento teórico sobre o TEA, a formação prática foi considerada deficitária, especialmente no uso de instrumentos de vigilância do desenvolvimento infantil e triagem do TEA. Apesar disso, os residentes consideram importantes as orientações e vivências práticas no processo formativo, que sustentam a prática clínica do pediatra.
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