Vida Pública e dinâmicas urbanas contemporâneas

experiência e diálogos entre Corpo, Arquitetura e Projeto

Autores

  • Volia Regina Costa Kato Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Universidade Presbiteriana Mackenzie
  • Maria Isabel Villac

DOI:

https://doi.org/10.5935/cadernosarquitetura.v19n2p35-51

Palavras-chave:

Projeto; Arquitetura; Urbanismo; Contemporaneidade; Experiência.

Resumo

O artigo busca trazer elementos discursivos que ampliam o reconhecimento de que o desejo de uma vida pública, vitalizada, se expressa primordialmente através uma atitude corporal, pressupõe uma ordem não assumida e incorporada pelo projeto da arquitetura e do urbanismo, que assinala, em linhas gerais, um descolamento entre representação e contexto na produção do ambiente construído. A partir de Cartografias e Projetos realizados nos últimos três anos, foi possível atuar dentro de outra ordem que torna visível — como reconhecimento da pluralidade de sentidos do espaço —, os distintos níveis de complexidade e os múltiplos aspectos das relações que se estabelecem entre os saberes da disciplina e a experiência da cidade como habitat. O projeto, ao comprometer-se com o contemporâneo, se alinha a estas premissas e situa-se dentro de uma linhagem que atribui um papel central para a própria situação humana em seus modos de expressividade, de tal forma que ela possa trazer o sentido do vivido em seus contextos de existência: experiência de corporeidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Volia Regina Costa Kato, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Universidade Presbiteriana Mackenzie

Sociologa, professora-pesquisadora da

graduação Na FAU -UPM, Mestre pela FFLCH -USP e Doutora pela FAU-UPM>

Referências

ARANTES, O.; VAINER, C.; MARICATO, E. A cidade do pensamento único: desmanchando consensos. Petrópolis: Vozes, 2007.

ARGAN, G.C. El concepto del espacio arquitectónico desde el Barroco a nuestros días. Curso dictado en el Instituto Universitario de Historia de la Arquitectura de Tucumán. Traducción, introducción y notas Liliana Rainis (1961). Buenos Aires: Nueva Visión, 1973.

BOUTINET, J.-P. Antropologia do projeto. São Paulo: Artmed, 2002.

BUTLER, J. Relatar a si mesmo. Crítica da violência ética. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.

CARDOSO, S. O olhar dos viajantes. In: NOVAES, Adauto (org.). O olhar. São Paulo: Companhia das Letras, 1988, pp. 347-360.

CARERI, F. Walkscapes. O caminhar como prática estética. São Paulo: G. Gilli, 2013.

CERTEAU, M. de (1990). A invenção do cotidiano. Artes do fazer. 17. ed. Petrópolis: Vozes, 2011. v. 1.

GORELIK, A. Para una historia cultural de la “ciudad latinoamericana”. In: CONGRESO LATINOAMERICANO DE ESTUDIOS URBANOS, 1., 2011, Buenos Aires. Tradução livre. Disponível em: http://www.urbared.ungs.edu.ar/pdf/paneles/Adrian%20Gorelik.pdf?PHPSESSID=559f0e7729c73fe0ddcab720b5a4b95f Acesso em: 30 abr. 2013.

JACQUES, P. B. Elogio aos errantes: a arte de se perder na cidade. In: JEUDY, H. P.; JACQUES, P. B. (org.). Corpos e cenários urbanos. Territórios urbanos e políticas culturais. Salvador, EDUFBA, PPG-AU, FAUFBA, 2006.

KATO, V. R. C.; VIANNA, N. T.; CRUZ, P. M. Intervenções artísticas efêmeras e vida cotidiana: as experiências do Coletivo Pi na cidade de São Paulo, Brasil. In: MARQUES, C. A. Planeamento cultural urbano em áreas metropolitanas. Revitalização de espaços pós-suburbanos. Casal de Cambra, Portugal: Caleidoscópio, 2015.

KOOLHAAS, Rem. Espaço lixo. In: KOOLHAAS, R. Três textos sobre a cidade. Barcelona: Gustavo Gili, 2010. p. 67-111.

KRAUSS, R. A escultura no campo ampliado. October, n. 8, p. 31-44, 1979. Disponível em: https://monoskop.org/images/b/bc/Krauss_Rosalind_1979_2008_A_escultura_no_campo_ampliado.pdf. Acesso em: 28 maio 2018.

LATOUR, B., WOOLGAR, S. Laboratory Life: The Constructionof Scientific Facts. Princeton, NJ: Princeton University Press, 1979.

LENOIR, T. ‘Practice, Reason, Context: The Dialogue Between Theory and Experiment’. Science in Context, Vol. 2, No. 1 (1988), 3–22.

LUNCH, M.; WOOLGAR, S. (eds.). Representation in Scientific Practice.Cambridge, MA: MIT Press, 1990.

LYOTARD J. F. La fenomenología. 1. ed. Barcelona: Paidós Ibérica, 1989. p. 31-32.

MARICATO, E. As ideias fora do lugar, e o lugar fora das ideias. In: ARANTES, O. B. F.; VAINER, C.; MARICATO, E. A cidade do pensamento único. Desmanchando consensos. Petrópolis: Vozes, 2000. (Coleção Zero à Esquerda).

MATOS, O. C. F. Descartes: o eu e o outro de si. In: NOVAES, A. (org.). A crise da razão. São Paulo: Cia. das Letras, Brasília: Ministério da Cultura, Rio de Janeiro: Funarte, 1996.

MERLEAU-PONTY, M. O olho e o espírito. São Paulo: Cosac & Naif, 2004.

MUSIL, R. E. V. Der Mann ohne Eigenschaften. Lausanne: Imprimerie Centrale: 1943.

NUNES, J. A. Teoria, crítica, cultura e ciência: o(s) espaço (s) e o(s) conhecimento(s) da globalização. In: SANTOS, B. de S. A globalização e as ciências sociais. São Paulo: Cortez, 2002.

OITICICA, H. A obra, seu caráter objetual, o comportamento. In: FIGUEIREDO, L.; PAPE, L.; SALOMÃO, W. Aspiro ao grande labirinto. Rio de Janeiro: Rocco, 1986. p. 118-123.

PAIS, J. M. Vida cotidiana. Enigmas e revelações. São Paulo: Cortez, 2003.

PEIXOTO, N. B. Cidades desmedidas. In: NOVAES, A. (org.). A crise da razão. São Paulo: Cia. das Letras, Brasília: Ministério da Cultura, Rio de Janeiro: Funarte, 1996. p. 519-558.

ROLNIK, S. Cartografia sentimental. Transformações contemporâneas do desejo. 2. ed. Porto Alegre: Sulina, Editora da UFRGS, 2016.

SANTOS, B. de S. A crítica da razão indolente: contra o desperdício da experiência. São Paulo: Cortez, 2000.

SANTOS, M. S. dos. Integração e diferença em encontros disciplinares. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 22, n. 65, out. 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbcsoc/v22n65/a05v2265. Acesso em: 26 jul. 2016.

SASSEN, S. Expulsões. Brutalidade e complexidade na economia global. Rio de Janeiro, São Paulo: Paz e Terra, 2016.

SCHWARZ, R. As ideias fora do lugar. Estudos Cebrap, n. 3, p. 150-161, jan. 1973. Disponível em: http://www.cebrap.org.br/v2/files/upload/biblioteca_virtual/estudos_cebrap_3_as_ideias_fora_do_lugar.pdf. Acesso em: 10 mar. 2013.

VILLAC, M. I. La construcción de la mirada. Naturaleza, ciudad y discurso en la arquitectura de Paulo Archias Mendes da Rocha. 2002. Tese (Doutorado) – Escola Tècnica Superior d’Arquitectura de Barcelona, Universitat Politècnica de Cataluña, 2002.

VILLAC et al. Relatório MackPesquisa, referente ao fomento Auxílio à Pesquisa, concedido de fevereiro de 2016 a janeiro de 2017, p. 39.

Downloads

Publicado

2020-02-25

Como Citar

COSTA KATO, V. R.; VILLAC, M. I. Vida Pública e dinâmicas urbanas contemporâneas: experiência e diálogos entre Corpo, Arquitetura e Projeto. Cadernos de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, [S. l.], v. 19, n. 2, p. 35–51, 2020. DOI: 10.5935/cadernosarquitetura.v19n2p35-51. Disponível em: http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgau/article/view/vida.publica.dinamicas.urbanas.cadernos.2019.2. Acesso em: 23 jun. 2024.

Edição

Seção

Artigos

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

1 2 > >>