Entre o Concreto e o Abstrato: As Obras de Armando de Holanda Cavalcanti com Athos Bulcão

Clarissa Carvalho e Silva, Adriana Freire de Oliveira, Guilah Naslavsky

Resumo


Das manifestações culturais modernas no Brasil, artes plásticas e arquitetura têm expressões ímpares[CS1] . Nos anos 1930, quando o moderno começou a ter reconhecimento, o debate sobre modernidade nas artes integrava o abstracionismo geométrico. Na arquitetura, o Brasil se familiarizou com o modernismo europeu pelo intercâmbio de experiências, como na visita de Le Corbusier ao país em 1936, fato que seria destacado pela historiografia como momento de propagação da síntese das artes, incentivando a relação da arquitetura às artes plásticas e valorização de elementos regionais – o azulejo, tradição do período colonial brasileiro, passou a expressar a linguagem moderna. Em Pernambuco, exemplos dessas expressões estão situados no Parque Histórico Nacional dos Guararapes – PHNG (1975), resultantes da colaboração entre o arquiteto Armando de Holanda Cavalcanti e o artista plástico Athos Bulcão. As obras em concreto armado com painéis de azulejos abstratos nas fachadas, compostas pelo pavilhão de acesso, área administrativa e lanchonetes, possibilitam reflexões sobre síntese x integração das artes. No PHNG, seriam os painéis constitutivos menores das edificações? Seria arquitetura cenário para artes plásticas? Ou ambas mantêm autonomia em detrimento da síntese / integração? Nestas obras, arte e arquitetura enriquecem a produção do Movimento Moderno nacional.


Palavras-chave


Arquitetura; Artes Plásticas; Modernidade

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