Conflitos Geradores de Sofrimento Moral Vivenciados Pelos Enfermeiros Oncologistas

Autores

  • Cristiane Maria Amorim Costa Doutora em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Docente do Programa de Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS/Uerj). Professora associada da Faculdade de Enfermagem da Uerj. Líder do Grupo de Pesquisa em Formação e Atuação em Conflitos Éticos na Saúde
  • Mariana Vieira Vilar Mestra em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Enfermeira especialista em Oncologia Clínica. Membro do Grupo de Pesquisa em Formação e Atuação em Conflitos Éticos na Saúde

Palavras-chave:

Oncologia, Ética, Ética em Enfermagem, Angústia Psicológica, Esgotamento Profissional

Resumo

INTRODUÇÃO:  São poucos os profissionais preparados para lidar com a complexidade de um paciente oncológico e  a assistência a este paciente demanda uma atuação ética e comprometida dos profissionais de saúde. O enfermeiro oncologista possui responsabilidade ética e legal de fornecer cuidados seguros e de qualidade. Entretanto, existem situações que o profissional pode enfrentar limitações morais de executar seus conhecimentos técnicos científicos, podendo desencadear o sofrimento moral, gerando sintomas emocionais e físicos. OBJETIVO: Analisar os conflitos morais do cotidiano dos enfermeiros oncologistas geradores de sofrimento moral. MÉTODO: É um estudo exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa, sendo entrevistados 20 enfermeiros oncologistas, selecionados a partir da técnica de Snowball. A Análise de Conteúdo de Laurence Bardin foi utilizada para análise dos depoimentos. RESULTADOS: Forma encontradas 3 categorias:  a instituição promovendo injustiça, os conflitos morais enfrentados pelo profissional no cotidiano do cuidado e as relações no ambiente laboral como fonte de conflito moral. CONCLUSÃO: Os conflitos morais destacam a complexidade do trabalho dos enfermeiros oncologistas, que precisam navegar entre as diretrizes e regulamentos, as necessidades imediatas dos pacientes e os conflitos morais, geradores de sofrimento moral. Reconhecê-los e enfrenta-los são essenciais para que os enfermeiros possam prestar cuidados éticos de qualidade e que promovam satisfação e não sofrimento.

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Biografia do Autor

Cristiane Maria Amorim Costa, Doutora em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Docente do Programa de Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS/Uerj). Professora associada da Faculdade de Enfermagem da Uerj. Líder do Grupo de Pesquisa em Formação e Atuação em Conflitos Éticos na Saúde

Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1985) especialização em Administração Hospitalar (1996) e mestrado em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1998), especialização em Bioética (2010) e doutorado no Programa de Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva concluído em setembro de 2015. É membro do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente é professora adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, do departamento de Fundamentos de Enfermagem e professora do Programa de Pós-graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva. Tem experiência na área de Enfermagem e Bioética, atuando principalmente nos seguintes temas: sexualidade, educação, bioética, e justiça.

Mariana Vieira Vilar, Mestra em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Enfermeira especialista em Oncologia Clínica. Membro do Grupo de Pesquisa em Formação e Atuação em Conflitos Éticos na Saúde

Possui graduação em Fisioterapia pela Universidade Estácio de Sá (2005) e graduação (Bacharelado e Licenciatura) em Enfermagem pelo Centro Universitário Celso Lisboa (2014). Pós graduação Lato-Sensu em Oncologia Clínica pelo Centro Universitário Celso Lisboa (2015). Atualmente é enfermeira oncologista no Oncologia Américas (Antigo Grupo COI). Membro da Associação Brasileira de Enfermagem em Oncologia e Onco-hematologia (Abrenfoh). Membro do grupo de pesquisa FACES: Formação e Atuação em Conflitos Éticos na Saúde (UERJ). Mestre em Bioética, Ética aplica e Saúde Coletiva - PPGBIOS/UERJ. (Texto informado pelo autor)

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Publicado

2026-02-23

Como Citar

Maria Amoirm Costa, C., & Vieira Vilar, M. (2026). Conflitos Geradores de Sofrimento Moral Vivenciados Pelos Enfermeiros Oncologistas. Revista Trama Interdisciplinar, 16(1), 139–161. Recuperado de http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/tint/article/view/17821