Diálogos da arte literária e cinematogáfica em "Chuvas e trovoadas", de Maria Lúcia Medeiros
Dialogues between literary and cinematographic art in "Chuvas e trovoadas", by Maria Lúcia Medeiros
Palavras-chave:
Literatura, Tradução, intersemióticaResumo
O presente artigo apresenta uma análise do filme de curta-metragem “Chuvas e Trovoadas” da diretora Flávia Alfinito que, em 1994, adaptou para a linguagem audiovisual o conto homônimo da escritora paraense Maria Lúcia Medeiros. A adaptação é tomada aqui como uma tradução intersemiótica e são analisados os procedimentos empregados no processo. O objetivo principal é investigar de que maneira os elementos que compõe o enredo são modificados para que uma narrativa seja ressignificada de uma linguagem artística para a outra. Os objetivos específicos são: a) descrever os procedimentos de tradução do roteiro em termos de constâncias e modificações; b) observar de que forma elementos verbais são traduzidos de forma não verbal; c) refletir sobre relações de autoria e recriação a partir do filme; d) Refletir sobre a entrevista que Maria Lúcia Medeiros (MLM) deu ao professor Arthur Bogéa sobre sua história de inspiração poética. A abordagem adotada é a comparatista e o aporte teórico principal diz respeito a estudos que envolvem a tradução intersemiótica a partir de Jakobson (1989), teorias da adaptação propostas por Stam (2000) e Hutcheon (2006), e a taxonomia acerca de adaptação fílmica proposta por Perdikaki (2017), além de estudos relacionados à tradução, de Ricoeur (2012).
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Referências
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