Estágios de Mudança: Correlação entre Duas Formas de Avaliação

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Adriana Carvalho dos Santos
Maria Leonor Espinosa Enéas
Elisa Medici Pizão Yoshida

Resumo


O conceito de estágios de mudança ajuda a identificar o grau de consciência que o indivíduo apresenta sobre seu problema e o quanto se empenha para enfrentá-lo. São seis estágios: pré-contemplação, contemplação, preparação, ação, manutenção e término. Este estudo teve como objetivo aferir a correlação entre duas formas de avaliá-los: escala de estágios de mudança (EEM) – instrumento de autorrelato – e entrevista clínica. Hipotetizou-se que um alto grau de associação entre ambas sugeriria que medem o mesmo constructo. A EEM foi aplicada antes da triagem de 30 indivíduos adultos, que autorizaram a gravação em áudio das sessões realizadas em clínica-escola de psicologia. As entrevistas transcritas foram avaliadas por dois juízes que obtiveram acordo de 0,80. Os resultados apontaram correlação estatisticamente significante, mas moderada, entre ambos os instrumentos (rs = 0,40, p < 0,05). Os dados iniciais sugerem que o manejo das entrevistas pode interferir na identificação dos estágios de mudança pela entrevista clínica.1


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Como Citar
Santos, A. C. dos, Enéas, M. L. E., & Yoshida, E. M. P. (2012). Estágios de Mudança: Correlação entre Duas Formas de Avaliação. Revista Psicologia: Teoria E Prática, 14(3), 134–139. Recuperado de http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/ptp/article/view/4675
Seção
Artigos

Referências

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