Atualizações em epidemiologia do autismo

  • Éric Fombonne Universidade de Saúde e Ciência de Oregon

Resumo

Os estudos epidemiológicos aumentaram em número e complexidade. Este artigo tem como foco alguns problemas que ainda persistem no campo da epidemiologia do autismo. As pesquisas mais recentes aprimoraram os métodos de averiguação de casos, principalmente incluindo coleta de dados em escolas regulares. Essa estratégia tem, consistentemente, permitido a identificação de casos que anteriormente ficavam sem diagnóstico. Entretanto, a logística dessas pesquisas é complexa e a análise de dados desses estudos pode levar a uma sobrestimação e, às vezes, a uma subestimação da prevalência global da população. Outra temática discutida neste artigo diz respeito às técnicas usadas para confirmar e validar pesquisas. Estudos baseados no uso mecânico de algoritmos ou em pontuação de um único questionário podem levar a erros de medição. O impacto das frequentes mudanças nos sistemas nosográficos e as recentes alterações no DSM-5 são discutidas. Questões específicas para pesquisas com adultos e crianças são brevemente revisadas. Finalmente, são consideradas contribuições de estudos internacionais e a necessidade de mais comparações interculturais.
Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista; epidemiológico; prevalência; metodologia; saúde global.

Publicado
2019-10-17
Seção
Desenvolvimento Humano - Seção Especial: Transtorno do Espectro Autista