Chamada de Artigos para o volume 2018-2

EDITAL 2018-2

Prazo final envio artigos: 10/03/2018

Resiliência

O Cadernos Pós-Graduação da FAU Mackenzie propõe debater propostas e apreciações sobre a questão da resiliência na arquitetura e no urbanismo, conectando esse conceito de forma clássica ou inovadora nos campos de pesquisa, ensino, prática profissional e interpretações de projetos para as cidades e os edifícios contemporâneos frente às mudanças dos quesitos estruturadores do espaço construído.

Os pesquisadores são instigados a refletir sobre a resiliência e suas conexões com a economia, cultura, ambiente, gestão e políticas públicas e os aspectos sociais, que resultam, ou resultaram em diferentes formas de enfrentamento da arquitetura e do urbanismo frente às mudanças repentinas (ou previstas) do quotidiano.

Podem ser trabalhados vários princípios do projeto/design resiliente, como os apontados pelo Resilient Design Institute (2017):

1 A resiliência transcende as escalas. As estratégias para resolver a resiliência aplicam-se em escalas de mobiliário, edifícios, comunidades, bairros, cidades até as escalas regionais e ecossistêmicas maiores;

2 Sistemas flexíveis fornecem necessidades humanas básicas. Estes incluem água potável, saneamento, energia, conforto ambiental e saúde dos ocupantes e alimentos;

3 Os sistemas diversos e redundantes são inerentemente mais resilientes. Comunidades, ecossistemas, economias e sistemas sociais mais diversificados são mais capazes de responder a colapsos ou mudanças, tornando-as inerentemente mais resilientes;

4 Sistemas simples, passivos e flexíveis são mais resilientes. Os sistemas de substituição passiva ou manual são mais resistentes do que soluções complexas que podem quebrar e/ou exigir manutenção contínua e onerosa;

5 A durabilidade fortalece a resiliência. As estratégias que aumentam a durabilidade aumentam a resiliência;

6 Os recursos disponíveis localmente, renováveis, ou recuperados são mais resilientes. O emprego de recursos locais e renováveis proporcionam maior resiliência;

7 A adaptação às mudanças climáticas e às ações antropogênicas precisam de soluções resilientes;

8 A resiliência pode ser encontrada na natureza. Pode-se melhorar a resiliência observando as lições da natureza. As estratégias que protegem o ambiente natural aumentam a resiliência para todos os sistemas vivos;

9 A equidade social e a comunidade contribuem para a resiliência. Comunidades fortes, culturalmente diversas, nas quais as pessoas conhecem, respeitam e cuidam de si mesmas, irão melhor em tempos de estresse ou acidentes. Os aspectos sociais da resiliência podem ser tão importantes quanto as respostas físicas.

10 A resiliência não é integral. Mas a sociedade pode alcançar “mais resiliência”.

As referências que poderão auxiliar ao entendimento recomendado poderiam ser as publicações, projetos e ações oriundas a partir da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Várias ONGs e Instituiçoes possuem pesquisas e ações que poderão alimentar as discussões, entre elas: 100 Resilient Cities; Ministério da Integração Nacional e os Órgãos de Defesa Civil. As publicações multidisciplinares dos CEPEDs – Centros de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Defesa Civil também são recomendados.

Referências Bibliográficas

100 RESILIENT CITIES. Disponível em: www.100resilientcities.org

BRASIL. Ministério da Integração Nacional. Proteção e Defesa Civil – Cidades Resilientes. Disponível em:  http://www.mi.gov.br

CEPED UFSC – Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Defesa Civil. Universidade Federal de Santa Catarina. Disponível em: http://www.ceped.ufsc.br/institucional/

RESILIENT DESIGN INSTITUTE (2017). Resilient Design Strategies. Disponível em:  http://www.resilientdesign.org/resilient-design-strategies/ Acesso em 05 set. 2017.

VALE, Lawrence, J.; CAMPANELLA, Thomas J. (Ed.) The resiliente City. How Modern Cities recover from disasters. Oxforf University, Press; NY: 2005.