Suicidio Y Estigma: Un Análisis Bioético De Las Moralidades Predominantes En Las Narrativas De Los Profesionales De La Salud

Autores/as

  • Luana Lima Santos Cardoso Tiene doctorado y maestría en Bioética por la Universidad de Brasilia (UnB). Es licenciada en Humanidades y Psicología por la Universidad Federal de Bahía (UFBA).
  • Cláudio Fortes Garcia Lorenzo Posee un posdoctorado en Sociología por la Universidad de Brasilia (UnB). Doctorado en Ética Aplicada a las Ciencias Clínicas por la Universidad de Sherbrooke, Canadá. Máster en Medicina y Salud con especialización en Bioética por la Universidad Federal de Bahía (UFBA). Médico. Profesor asociado del Departamento de Salud Pública de la UnB y profesor del Programa de Posgrado en Salud Pública de la UnB.
  • Wanderson Flor do Nascimento Doutor em Bioética pela Universidade de Brasília (UnB). Mestre, especialista e graduado em Filosofia pela UnB. Professor associado no Departamento de Filosofia da UnB, pro fessor do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UnB

Palabras clave:

Bioética, Estigma, Suicidio, Professionales de la salud, Sistemas de Salud

Resumen

Según la OMS, 726.000 personas mueren por suicidio cada año, y entre los principales factores de riesgo se encuentran las dificultades en el acceso a los servicios de salud, así como la baja calidad de la atención brindada a quienes intentan suicidarse. Aunque la regulación de las prácticas sanitarias y las reflexiones éticas sobre el impacto de las condiciones contextuales en la salud están dentro del ámbito de la Bioética, los enfoques de este campo sobre el tema han estado en gran medida limitados a debates sobre el suicidio asistido y el suicidio racional en el contexto de la eutanasia. El objetivo de este artículo fue analizar las comprensiones morales predominantes entre los profesionales de la salud responsables de la atención inicial en casos de suicidio. Se entrevistó a diecinueve profesionales, incluidos médicos, enfermeros y técnicos de enfermería de tres grandes hospitales públicos. Los resultados revelan representaciones del fenómeno fuertemente asociadas con principios perjudiciales, que van desde la percepción de los intentos de suicidio como actos de manipulación o intentos extremos de "llamar la atención" hasta la perpetuación de la perspectiva históricamente estigmatizante de la tríada pecado-delito-locura. El estudio argumenta la necesidad de una mayor implicación de la Bioética en este tema, con el objetivo de orientar la formación de los profesionales de la salud, el desarrollo de políticas sanitarias y el establecimiento de protocolos institucionales. Estos esfuerzos son esenciales para fomentar una atención más humanizada a quienes intentan suicidarse y para promover estrategias de prevención del suicidio más eficaces.

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Publicado

2026-02-23

Cómo citar

Lima Santos Cardoso , L., Fortes Garcia Lorenzo, C., & Flor do Nascimento, W. (2026). Suicidio Y Estigma: Un Análisis Bioético De Las Moralidades Predominantes En Las Narrativas De Los Profesionales De La Salud. Revista Trama Interdisciplinar, 16(1), 115–138. Recuperado a partir de http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/tint/article/view/17769