Formação de professores do campo, educação popular e pedagogia social: algumas aproximações

Aline Aparecida Angelo, Sonia Maria Portella Kruppa

Resumo


Esse artigo é derivado da pesquisa de mestrado intitulada O que é ser educador do campo: os sentidos construídos pelos estudantes do Curso de Licenciatura em Educação do Campo (LeCampo) da FaE/UFMG, defendida na UFSJ em  2013. Procura-se aprofundar as discussões dessa pesquisa e incorporar a contribuição da Pedagogia Social, concebida como a Teoria Geral da Educação Popular, social e comunitária. Para a fundamentação empírica desse debate apresento algumas experiências da educação popular, social e comunitária que constituem importantes matrizes para o campo teórico-metodológico do movimento denominado Educação do Campo. A educação dos povos do campo remete a uma ação e reflexão realizada pelo Movimento da Educação do Campo há mais de 15 anos, tendo como principais protagonistas os integrantes de movimentos camponeses ligados às questões agrárias, que reivindicam políticas educacionais para o campo. A discussão sobre a formação de professores no LeCampo é feita a partir de dados da referida pesquisa que nos mostram concepções sobre o professor pautadas em uma perspectiva de transformação, comprometimento, luta social e capacidade de integrar conhecimento científico com a realidade social e cultural dos seus educandos, possibilitando, assim, a formação de sujeitos críticos. A formação oferecida pelo LeCampo tem como utopia a transformação social a partir das possibilidades que a educação oferece, além de ser um espaço formativo que valoriza e busca reconhecer a diversidade dos educandos e os saberes que trazem com suas trajetórias no âmbito dos movimentos sociais e populares do campo.


Palavras-chave


Educação do Campo, Formação de educadores, LeCampo, Pedagogia Social, Educação Popular

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