Entre narrativas literárias e historiográficas, as mulheres no movimento do contestado

“virgens” ou protagonistas?

  • Claudia Priori Universidade Estadual do Paraná/UNESPAR
  • Fábio da Silva Smoliak
Palavras-chave: Mulheres, Gênero, narrativas.

Resumo

Resumo: Este artigo tem como objetivo analisar, numa perspectiva interdisciplinar, a construção de narrativas literárias acerca da participação feminina no movimento do Contestado, que se desenrolou no Brasil, no início do século XX, relacionando-as com as narrativas historiográficas. Para isso, apresentamos o contexto histórico e a relação entre literatura e historiografia, discutindo como se constrói as representações das mulheres envolvidas no movimento e como são retratadas nas obras utilizadas como fontes: “Império Caboclo”, de 2005, escrita por Donaldo Schüller e “O Bruxo do Contestado”, de 2012, escrita por Godofredo de Oliveira Neto. Temos com referenciais a história das mulheres e os estudos de gênero que possibilitam abordar questões sociais e culturais, a construção narrativa das representações femininas e da visão dicotômica entre “virgens” ou protagonistas no movimento, que perpassam as fontes da pesquisa. Assim, a comparação entre as obras literárias analisadas e a relação entre a história e a literatura revelaram debates de época, similaridades e representações variadas, denotando a maneira pela qual as mulheres do Contestado são retratadas, ora como “virgens”, pacíficas, passivas, ora como guerreiras, ativas, protagonistas no processo histórico.

Biografia do Autor

Claudia Priori, Universidade Estadual do Paraná/UNESPAR
Doutora em História. Professora Adjunta na Universidade Estadual do Paraná/UNESPAR.
Publicado
2020-04-28
Como Citar
Priori, C., & da Silva Smoliak, F. (2020). Entre narrativas literárias e historiográficas, as mulheres no movimento do contestado. Revista Trama Interdisciplinar, 10(1), 107 - 127. Recuperado de http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/tint/article/view/12129