Das vozes de Veneza
uma questão de memórias, espectros e espaço
DOI:
https://doi.org/10.5935/cadernospos.v25n1p254-269Palavras-chave:
Espaço virtual, Memória, Espectro, Cannaregio Town SquareResumo
Este artigo prioriza a concepção de espaço público pelo seu domínio virtual em vez de suas qualificações físicas. Por meio do Cannaregio Town Square, de 1978, de Peter Eisenman, o texto visa questionar a noção de “espaço” tomando como objeto um projeto que dialoga com as ausências, em detrimento das presenças do contexto urbano de Veneza. Assim como os elementos empregados não se apresentam dispostos em sua condição física, o projeto também não tem por objetivo ser construído. Desse modo, pode ser compreendido como uma arquitetura que parte de um contexto virtual e volta-se para ele, apontando o desenho como essa ferramenta capaz de manipular tais elementos ausentes (por vezes chamados de mnemônicos ou espectrais no decorrer do artigo) e também de realizá-lo como a arquitetura propriamente dita. Para tanto, o texto subdivide-se em três momentos, partindo das circunstâncias de elaboração do projeto, depois debatendo seus aportes conceituais e encerrando na sua discussão como formulação de espaço. Pretende-se, assim, problematizar sobre a criação desse “espaço” colocando-o na qualidade de memorial urbano, ainda que não concreto.
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