Pode um poema se sustentar? Da unidade ao múltiplo na poesia

Authors

  • Bruno Domingues Machado UFRJ

Keywords:

Poema, Versos, Unidade de leitura, Derrida, Aristóteles

Abstract

Este artigo pretende mostrar como a suposta unidade de um poema introduz nele uma descontinuidade que o impede de se fechar na condição de uno. Pretende, também, demonstrar uma condição na qual a desfragmentação e o rearranjo consistem no que há de mais íntimo para um poema. Por fim, visa tomar como base um campo de relações no qual a existência de poemas, no plural, se imponha sobre as unidades de leitura com que os tratamos (além de poema, livro, autor, época...).

Downloads

Download data is not yet available.

References

ARISTÓTELES. Poética de Aristóteles. Edición trilingüe por Valentín Garcia Yebra. Madrid: Editorial Gredos, 1974.

ARISTÓTELES. Poética. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2004.

ARISTÓTELES. Retórica. Lisboa: Imprensa Nacional, Casa da Moeda, 2005.

ARISTÓTELES. Categorias. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

BUTTERFIELD, D. Nine unidentified verses in the Exempla diversorum auctorum. Classica et Mediaevalia. Danish jornal of philology and History, Copenhagen, v. 60, p. 327-34, 2009.

CANTOR, G. Contributions to the Founding of the Theory of Transfinite Numbers. New York: Dover, 1955.

CHARTIER, R. A mão do autor e a mente do editor. São Paulo: Editora Unesp, 2014.

DERRIDA, J. Schibboleth. Paris: Galilée, 1986.

GOODMAN, N. Languages of art: an approach to a theory of symbols.

London: Oxford University Press, 1969.

LONGINO. A poética clássica: Aristóteles, Horácio, Longino. Introdução Roberto de Oliveira Brandão. Tradução Jaime Bruna. 7. ed. São Paulo: Cultrix, 1997.

Published

2025-12-31

How to Cite

Domingues Machado, B. (2025). Pode um poema se sustentar? Da unidade ao múltiplo na poesia. Todas As Letras - Revista De Língua E Literatura, 27(3). Retrieved from http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/tl/article/view/16636