Ansiedade e Depressão em Familiares de Pessoas Internadas em Terapia Intensiva

Conteúdo do artigo principal

Gabriella Morais Fonseca
Katia Santana Freitas
Aloísio Machado da Silva Filho
Pollyana Pereira Portela
Elaine Guedes Fontoura
Marluce Alves Nunes Oliveira

Resumo

Estudo transversal que objetivou analisar a prevalência de ansiedade e depressão em familiares de pessoas internadas em unidade de terapia intensiva e os fatores associados. A amostra foi constituída por 135 familiares de pessoas adultas hospitalizadas no interior da Bahia. Foram aplicadas a ficha de dados sociodemográficos e a Escala de Hospitalar de Ansiedade e Depressão. Em relação a ansiedade, 39,3% apresentaram esses sintomas e 28,9% dos familiares tiveram sintomas de depressão. A análise dos fatores associados mostrou que familiares com idade inferior a 40 anos possuem 2,20 chances de desenvolver ansiedade assim como aqueles que moram com o parente internado possuem 2,37 de desenvolver tais sintomas. Quanto à depressão, o grau de parentesco apresentou associação ao apontar que filhos, pais e cônjuges possuem 2,52 chances em desenvolver. O impacto acarretado pela hospitalização pode desencadear sintomas psicológicos que são prejudiciais à integridade física e mental da família.

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Detalhes do artigo

Seção
Psicologia Clínica
Biografia do Autor

Gabriella Morais Fonseca

Enfermeira. Possui graduação em Enfermagem e Obstetrícia pela Universidade Estadual de Feira de Santana(UEFS) - BA. Foi integrante do Núcleo Integrado de Estudos e Pesquisas sobre o Cuidar/Cuidado (NUPEC) e do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas e Estudos em Saúde (NIPES ). Voluntária do Projeto de Extensão intitulado: Produção de cuidado para a promoção de conforto de famílias no Hospital Geral Cleriston Andrade vinculado ao NIPES, de novembro de 2013 à 2015.

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