Alexitimia e Inteligência Emocional: Estudo Correlacional

Autores

  • Fabiano Koich Miguel Universidade São Francisco
  • José Maurício Haas Bueno Universidade São Francisco
  • Ana Paula Porto Noronha Universidade São Francisco
  • Gleiber Couto Universidade São Francisco
  • Ricardo Primi Universidade São Francisco
  • Monalisa Muniz Universidade São Francisco

Palavras-chave:

inteligência emocional, alexitimia, percepção emocional, teoria de resposta ao item, avaliação psicológica

Resumo

Inteligência emocional refere-se à capacidade de utilizar informação emocional para guiar pensamento e ações de maneira adaptativa e construtiva. Uma das subáreas da inteligência emocional é percepção, ou seja, a capacidade de identificar corretamente emoções em si e nos outros. O indivíduo alexitímico possui dificuldade em caracterizar o próprio estado emocional. O presente estudo teve como objetivo buscar evidências de validade para o Teste Informatizado de Percepção de Emoções em Fotos (TPE) relacionando-o com a Escala de Alexitimia de Toronto (TAS). Participaram da pesquisa 54 sujeitos que responderam aos instrumentos. O TPE foi pontuado por dois métodos: consenso da amostra e por meio da Teoria de Resposta ao Item, baseado em consenso de seis especialistas. Entre os resultados, encontrou-se que menor capacidade de fantasiar (uma área da alexitimia) está associada a menor capacidade de perceber emoções em si mesmo. Os resultados referentes à validade do instrumento são discutidos no texto.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BRACKETT, M. A.; MAYER, J. D. Convergent, discriminant and incremental validity of competing measures of emotional intelligence. Personality and Social Psychology Bulletin, Madison, v. 29, n. 9, p. 1-­12, 2003.

BUENO, J. M. H. et al. Comparação entre dois sistemas de pontuação para o teste in­formatizado de percepção de emoções em fotos. Estudos de Psicologia, Campinas, v. 26, n. 1, p. 35­-44, 2009.

CAMPBELL, R. J. Psychiatric dictionary. New York: Oxford, 1996.

CATTELL, R. B. Princípios de esquemas nos testes “projetivos” ou de má percepção da personalidade. In: ANDERSON, H. H.; ANDERSON, G. L. A.; BENNETT, E. Técnicas projetivas do diagnóstico psicológico. São Paulo: Mestre Jou, 1967. p. 69­-111.

CIARROCHI, J. et al. Measuring emotional intelligence. In: CIARROCHI, J.; FORGAS, J. P.; MAYER, J. D. (Org.). Emotional intelligence in everyday life: a scientific inquiry. Philadelphia: Psychology Press, 2001. p. 25­-45.

DAVIES, M.; STANKOV, L.; ROBERTS, R. D. Emotional intelligence: in search of an elu­sive construct. Journal of Personality and Social Psychology, Colorado, v. 75, n. 4, p. 989-­1015, 1998.

KRYSTAL, H. Integration and self‑healing: affect, trauma, alexithymia. Hillsdale, Ana­lytic Press, 1988.

LANE, R. D. Levels of emotional awareness: neurological, psychological and social perspectives. In: BAR­ON, R.; PARKER, J. D. A. (Org.). The handbook of emotional intelligence: theory development, assessment, and applications at home, school, and in the workplace. San Francisco: Jossey­-Bass, 2000. p. 171­-191.

LANE, R. D.; SCHWARTZ, G. E. Levels of emotional awareness: a cognitive­-develop­mental theory and its application to psychopathology. American Journal of Psychiatry, Arlington, v. 144, n. 4, p. 133­143, 1987.

LANE, R. D. et al. Neural activation during selective attention to subjective emotional responses. Neuroreport, London, v. 8, n. 18, p. 3969-­3972, 1997.

______. Neural correlates of levels of emotional awareness: Evidence of an interaction between emotion and attention in the cingulated cortex. Journal of Cognitive Neuroscience, Berkeley, v. 10, n. 4, p. 525­-535, 1998.

LINACRE, J. M. A user’s guide to Winsteps Rasch‑model computer programs. Chicago: Winsteps.com, 2006.

MAYER, J. D.; CARUSO, D. R.; SALOVEY, P. Emotional intelligence meets traditional standards for an intelligence. Intelligence, v. 27, n. 4, p. 267­-298, 1999.

MAYER, J. D.; DIPAOLO, M. T.; SALOVEY, P. Perceiving affective content in ambiguous visual stimuli: a component of emotional intelligence. Journal of Personality Assessment, Falls Church, v. 54, p. 772­-781, 1990.

MAYER, J. D.; SALOVEY, P. The intelligence of emotional intelligence. Intelligence, v. 17, p. 433­-442, 1993.

______. O que é inteligência emocional? In: SALOVEY, P.; SLUYTER, D. J. (Org.). Inteligência emocional na criança: aplicações na educação e no dia-­a-­dia. Rio de Janeiro: Campus, 1999. p. 15­49.

MAYER, J. D.; SALOVEY, P.; CARUSO, D. R. Mayer‑Salovey‑Caruso emotional intelligence test. Toronto, Multi­Health Systems, 2002.

MAYER, J. D. et al. Measuring emotional intelligence with the MSCEIT V2.0. Emotion, Washington, DC, v. 3, n. 1, p. 97­-105, 2003.

MIGUEL, F. K.; NORONHA, A. P. P. Estudo da relação entre inteligência emocional e estresse em ambientes de trabalho. Avaliação Psicológica, São Paulo, v. 8, n. 2, p. 219­-228, 2009.

MIGUEL, F. K. et al. Teste informatizado de percepção de emoções em fotos. Itatiba: LabAPE, 2006.

MORIARTY, N. et al. Deficits in emotional intelligence underlying adolescent sex offending. Journal of Adolescence, v. 24, n. 6, p. 743-­751, 2001.

MUNIZ, M.; PRIMI, R.; MIGUEL, F. K. Investigação da inteligência emocional como fator de controle do stress em guardas municipais. Psicologia: Teoria e Prática, São Paulo, v. 9, n. 1, p. 27-­41, jan./jun. 2007.

ROBERTS, R. D.; ZEIDNER, M.; MATTHEWS, G. Does emotional intelligencemeet tra­ditional standards for an intelligence? Some new data and conclusions. Emotion, Washington, v. 3, n. 1, p. 196­-231, 2001.

SAARNI, C. Competência emocional: uma perspectiva evolutiva. In: BAR­ON, R.; PARKER, J. D. A. (Org.). Manual de inteligência emocional. Porto Alegre: Artes Mé­dicas, 2002. p. 65­-80.

SALOVEY, P.; MAYER, J. D. Emotional intelligence. Imagination, Cognition and Personality, New Haven, v. 9, n. 3, p. 185­-211, 1990.

SALOVEY, P. et al. Measuring emotional intelligence as a set of abilities with the MS­CEIT. In: LOPEZ, S. J.; SNYDER, C. R. (Org.).Handbook of positive psychology assessment. Washington: American Psychological Association, 2001. p. 251­-265.

SIFNEOS, P. E. Psychothérapie brève et crise émotionnelle. Bruxelles: Pierre Mardaga, 1977.

TAYLOR, G. J.; RYAN, D.; BAGBY, R. M. Toward the development of a new self­-report alexithymia scale. Psychotherapy and Psychosomatics, Bologna, v. 44, n. 4, p. 191-­199, 1985.

THORNDIKE, E. L. Intelligence and its uses. Harper’s Magazine, v. 140, p. 227­-235, Jan. 1920.

YOSHIDA, E. M. P. Toronto Alexithymia Scale – TAS: precisão e validade da versão em português. Psicologia: Teoria e Prática, São Paulo, v. 2, n. 1, p. 59­-74, jan./jun. 2000.

Downloads

Publicado

01.12.2010

Como Citar

Miguel, F. K., Bueno, J. M. H., Noronha, A. P. P., Couto, G., Primi, R., & Muniz, M. (2010). Alexitimia e Inteligência Emocional: Estudo Correlacional. Revista Psicologia: Teoria E Prática, 12(3), 52‑65. Recuperado de http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/ptp/article/view/3183

Edição

Seção

Artigos