Famílias Recasadas: Mudanças, Desafios e Potencialidades

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Juliana Monteiro Costa

Resumo

O objetivo desta pesquisa foi investigar a experiência de pessoas que tinham, no mínimo, dois anos de recasamento. Participaram cinco mulheres e três homens, residentes na cidade do Recife e com filhos do casamento anterior, quer fossem biológicos ou adotivos. Foi utilizada uma entrevista semidirigida, a partir de um roteiro estabelecido. Analisaram-se seis temas de acordo com a técnica de análise de conteúdo temática: motivação para o recasamento, tempo decorrido entre as uniões, adaptação dos filhos à nova família, administração da família, sentimentos experimentados e expectativas para o futuro. Pode-se concluir que os quatro primeiros anos de convivência são bastante delicados, exigindo do casal e dos seus filhos maior flexibilidade e paciência para alcançar uma integração familiar. Embora os membros dessa nova configuração apontem dificuldade quanto ao exercício de seus papéis, as famílias recasadas apresentaram grandes potencialidades como unidades promotoras de saúde e satisfação para seus integrantes.


 

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Como Citar
Costa, J. M. (2012). Famílias Recasadas: Mudanças, Desafios e Potencialidades. Revista Psicologia: Teoria E Prática, 14(3), 72–87. Recuperado de http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/ptp/article/view/3093
Seção
Artigos

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