Micropolíticas LGBT no espaço urbano de Uberlândia – MG

  • Cássio Henrique Naves Mota Universidade Federal de Uberlândia
  • Luiz Carlos de Laurentiz Universidade Federal de Uberlândia
Palavras-chave: Micropolíticas LGBT, Espaço Urbano, Apropriação Espacial, Ocupação Espacial

Resumo

Na vida em sociedade, todo ato pode ser considerado político, pois representam forças que podem somar ou subtrair esforços com outras forças, praticadas por outros atores sociais com os mesmos ou até opostos intuitos. O poder que rege a sociedade contemporânea é capitalista, heteronormativo, misógino e patriarcal, tendendo a favorecer camadas econômicas e sociais específicas. O efeito desse poder pode ser visto nas cidades, pelos grandes empreendimentos como condomínios fechados ou shopping centers que visam a experiência de atores que tenham dinheiro e sejam aceitos no padrão societário. Dessa forma, a apropriação da cidade por atores sociais abnegados e rejeitados como as pessoas LGBT podem se configurar como o que Deleuze e Gattari (1996) considera como micropolíticas, se utilizando do espaço urbano de maneira extensiva para obter sua visibilidade espacial. O estudo e legitimação dessas micropolíticas são necessários para que arquitetos e urbanistas se destituam da falácia do discurso neutro e apolítico de projeto, e incluam dentro da sua lógica de projetar, atores diversos e com diferentes necessidades. A parte desprivilegiada das cidades pede socorro ao ocupar os espaços públicos, enquanto é ignorada e eliminada pela norma de sociedade.

Biografia do Autor

Cássio Henrique Naves Mota, Universidade Federal de Uberlândia
Cássio Mota é mestrando em Arquitetura e Cidade: teoria, história e conservação do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Uberlândia (2017-2), pesquisando sobre a apropriação da cidade e do espaço urbano de Uberlândia – MG por pessoas LGBT na dissertação Sociabilidades LGBT no centro de Uberlândia, MG: uma forma de estudar a cidade. Trabalha na linha de crítica e cultura urbana na situação construída contemporânea. É graduado em arquitetura e urbanismo pelo curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Uberlândia (2012-2016), foi bolsista CNPQ na área de mobilidade urbana no Estudo de viabilidade de um VLT para a cidade de Uberlândia (2014), pesquisando também no Trabalho Final de Graduação a relação da morte, costumes funerários, representações artísticas e espaço urbano, com o estudo de caso da cidade de Monte Carmelo -MG no trabalho A morte e a lembrança no tempo e espaço: Cemitério em Monte Carmelo (2016).
Luiz Carlos de Laurentiz, Universidade Federal de Uberlândia
Dedica-se a estudos e projetos na área de cultura, com ênfase em "Linguagens e a representação do espaço urbano contemporâneo; Intervenção cultural nas cidades; Práticas e políticas culturais e Cultura urbana na situação construída contemporânea". Em outra linha de estudo há projetos sobre a arquitetura brasileira no século 20; bem como, às Revistas brasileiras de cultura e arte. Possui mestrado em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo/USP (1987) e doutorado em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia/UFBA (2006). É professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade Federal de Uberlândia e do Programa de Pós-Graduação da mesma Faculdade. Foi Diretor de Cultura da Pró Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis da Universidade Federal de Uberlândia, instituição responsável pelas políticas públicas da UFU para as múltiplas dimensões culturais, de janeiro de 2005 a dezembro de 2008 e de dezembro de 2012 a dezembro de 2016. Foi produtor e apresentador do programa Olhar Radiofônico veiculado pela Rádio Universitária da RTU - Universidade Federal de Uberlândia, de dezembro de 1989 a dezembro de 1996. Assim como, foi produtor e apresentador do programa de TV, Ladeira Metálica: conversas sobre culturas (Canal da Gente e RTU - Universidade Federal de Uberlândia).
Publicado
2019-11-12
Seção
Artigos