As Práticas de Recursos Humanos para a Gestão da Diversidade: A Inclusão de Deficientes Intelectuais em uma Federação Pública do Brasil

Autores

  • Nicole Maccali Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Paraná. Av. Prefeito Lothário Meissner, 632 – Jardim Botânico – CEP: 80210-170 - Curitiba - Paraná
  • Paula Suemi Souza Kuabara Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Paraná. Av. Prefeito Lothário Meissner, 632 – Jardim Botânico – CEP: 80210-170 - Curitiba - Paraná
  • Adriana Roseli Wünsch Takahashi Professora no Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Paraná. Av. Prefeito Lothário Meissner, 632 – Jardim Botânico – CEP: 80210-170 - Curitiba - Paraná
  • Karina de Déa Roglio Professora no Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Paraná. Av. Prefeito Lothário Meissner, 632 – Jardim Botânico – CEP: 80210-170 - Curitiba - Paraná
  • Samantha de Toledo Martins Boehs Professora do Departamento de Administração Geral e Aplicada da Universidade Federal do Paraná. Av. Prefeito Lothário Meissner, 632 – Jardim Botânico – CEP: 80210-170 - Curitiba - Paraná

Palavras-chave:

Gestão da diversidade. Práticas de recursos humanos. Deficientes intelectuais. Inclusão. Organização.

Resumo

A Gestão da diversidade tem sido um tema recentemente discutido na administração em face das pressões legais e normativas existentes nos diversos países. No Brasil essa questão ficou evidente após a promulgação da Lei n° 8.213/91 que contempla a obrigatoriedade de organizações públicas e privadas de reservarem um percentual de suas vagas para pessoas com deficiência. No entanto, poucas organizações conseguem cumprir o percentual demandado pela lei. Além das dificuldades de encontrar esses novos colaboradores, os gestores precisam lidar com as diferenças entre os atores organizacionais visando justiça social, assim como devem preocupar-se com as consequências dessa interação, nem sempre harmoniosa. Muitas vezes, ajustes são necessários para evitar segregação e exclusão social no ambiente de trabalho. Com base no exposto, o objetivo deste artigo é analisar a interface entre a gestão da diversidade na inclusão de deficientes intelectuais no contexto organizacional e as práticas de Recursos Humanos (RH) geradas a partir dessa nova realidade. Essa problemática foi investigada em um estudo de caso no SESI/SENAI – Paraná/Brasil, com abordagem qualitativa através de entrevistas com uma gestora, seis funcionários, cinco pessoas com deficiência atuantes na organização e uma pessoa colaboradora externa, responsável pelo acompanhamento do processo de inserção na organização das pessoas com deficiência. Dentre os resultados, verificou-se que as práticas de recursos humanos são fundamentais para que a inclusão das pessoas com deficiência ocorra de forma eficaz e gerem bons resultados, sendo estas práticas facilitadoras da gestão da diversidade no campo da organização. No caso estudado, evidenciou-se que as práticas de recursos humanos citadas acima foram bem estruturadas no início do seu projeto de inclusão, porém demandam políticas de manutenção das mesmas. Dentre as contribuições deste artigo, destaca-se a constatação da relevância das práticas de recursos humanos (recrutamento, socialização e sensibilização, treinamento) para a gestão da diversidade, apontando a necessidade das organizações investirem na gestão da diversidade para que a inserção dessa população de fato ocorra, além do cumprimento da lei.

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Biografia do Autor

Nicole Maccali, Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Paraná. Av. Prefeito Lothário Meissner, 632 – Jardim Botânico – CEP: 80210-170 - Curitiba - Paraná

Mestre em Administração pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Doutoranda em Administração pela UFPR. Temas de Pesquisa: processo decisório estratégico; práticas de gestão; comunicação organizacional; processo estratégico. 

Paula Suemi Souza Kuabara, Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Paraná. Av. Prefeito Lothário Meissner, 632 – Jardim Botânico – CEP: 80210-170 - Curitiba - Paraná

Mestre em Administração pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Doutoranda em Administração pela UFPR. Temas de Pesquisa : Aprendizagem organizacional, desenvolvimento de competências, diversidade, recursos humanos, organizações e relações de trabalho.

Adriana Roseli Wünsch Takahashi, Professora no Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Paraná. Av. Prefeito Lothário Meissner, 632 – Jardim Botânico – CEP: 80210-170 - Curitiba - Paraná

Professora no Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Paraná. Doutora  em  Administração Instituição pela Universidade de São Paulo - FEA/USP e professora do Departamento de Administração da Universidade Federal do Paraná - PPGADM/UFPR. Temas de pesquisa: aprendizagem organizacional, competências organizacionais, capacidade dinâmica, ensino e pesquisa em administração, e pesquisa qualitativa.

Karina de Déa Roglio, Professora no Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Paraná. Av. Prefeito Lothário Meissner, 632 – Jardim Botânico – CEP: 80210-170 - Curitiba - Paraná

Professora no Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Paraná. Doutora em Engenharia de Produção.  Temas de Pesquisa: Processo Decisório Estratégico, Administração Estratégica de Recursos Humanos.

Samantha de Toledo Martins Boehs, Professora do Departamento de Administração Geral e Aplicada da Universidade Federal do Paraná. Av. Prefeito Lothário Meissner, 632 – Jardim Botânico – CEP: 80210-170 - Curitiba - Paraná

Professora do Departamento de Administração Geral e Aplicada da Universidade Federal do Paraná. Doutoranda em Psicologia na Universidade Federal de Santa Catarina, área de concentração Psicologia das Organizações e do Trabalho. Atua como Psicóloga Organizacional e leciona nas áreas de Gestão de pessoas e Comportamento Humano. 

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Publicado

2014-12-08

Edição

Seção

Gestão Humana e Social