Efeito da terapia cognitivo-comportamental um ano após tratamento para adultos com transtorno depressivo maior

  • Gessyka Wanglon Veleda Universidade Católica de Pelotas - Aluna de Pós Graduação
  • Luciano Dias de Mattos Souza Universidade Católica de Pelotas - Docente Permanente
  • Mariane Lopez Molina

Resumo

No Brasil, pouco se sabe sobre a manutenção dos resultados pós-tratamento da terapia cognitivo-comportamental (TCC) para o transtorno depressivo maior (TDM). Objetivou-se verificar a efetividade do tratamento psicoterápico individual a partir da TCC para os sintomas depressivos em um período de seis e 12 meses pós-intervenção. Avaliaram-se 94 participantes com TDM a partir do Inventário Beck de Depressão (BDI-II). Houve resposta significativa pós-tratamento (p < 0,001), não ocorrendo diferenças entre o final do tratamento e a avaliação dos sintomas aos 6 (p = 0,486) e 12 meses (p = 0,098). Uma correlação positiva significativa foi observada entre a intensidade dos sintomas depressivos no baseline e a redução de sintomas iniciais para o acompanhamento de 12 meses (r = 0,49; p < 0,001). A TCC reduz significativamente os sintomas depressivos mantendo essa condição até 12 meses pós-intervenção sem influência significativa de outras características além da intensidade dos sintomas depressivos no início do processo terapêutico. Palavras-chave: transtorno depressivo; sintomas depressivos; terapia cognitivo-comportamental; follow-up; efetividade.

Biografia do Autor

Gessyka Wanglon Veleda, Universidade Católica de Pelotas - Aluna de Pós Graduação
Psicóloga formada pela Universidade Federal de Rio Grande - FURG (2014). Especialista em Saúde com ênfase em Alta Complexidade pelo Programa de Residência Multiprofissional Integrada a Saúde do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago/SC (2016). Mestre em Saúde e Comportamento pela Universidade Católica de Pelotas - UCPEL (2018). Docente no curso de Psicologia na Faculdade Anhanguera Educacional LTDA Rio Grande. As principais áreas de atuação e interesse são psicologia cognitiva e comportamental, psicologia da saúde e neuropsicologia.
Publicado
2019-10-17
Seção
Psicologia clínica