Revolução na América do Sul, de Augusto Boal: o retrato da violência vivenciada pelo operário José da Silva

Estela Pereira dos Santos

Resumo


Revolução na América do Sul (1986), de Augusto Boal, é uma peça escrita em 1960 que apresenta o itinerário de José da Silva, homem do povo e proletário alienado, o qual procura uma solução para a fome que o devora. Enquanto José da Silva procura meios de suprir suas necessidades, a trama da peça representa interesses e jogos políticos, a falta de condições básicas de vida daqueles que são operários, a exploração que sofre o trabalhador e a corrida entre a inflação e o salário mínimo. O cotidiano vivenciado pelo protagonista é marcado por aquilo que Slavoj Žižek, em Violência: seis reflexões laterais (2014), denomina como violência objetiva. Este artigo tem como objetivo estudar a violência objetiva cotidianamente vivenciada por José da Silva, de modo a discutir como esse operário é explorado e tem direitos básicos negados. 


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Referências


BAZZANELA, Sandro. Os pressupostos da filosofia política de Slavoj Žižek. IN: GUERRA, Elizabete; TELES, Idete (orgs.). Lacunas do real: leituras de Slavoj Žižek. Florianópolis: Nefipo, 2009, p. 13-42.

BOAL, Augusto. Revolução na América do Sul. IN: BOAL, Augusto. Teatro de Augusto Boal. São Paulo: Hucitec, 1986, p. 17-117.

COSTA, Iná Camargo. A hora do teatro épico no Brasil. São Paulo: Graal, 1996.

GUERRA, Elizabete O. A questão dos direitos (in)humanos nas reflexões de Slavoj Žižek e Hannah Arendt. IN: GUERRA, Elizabete; TELES, Idete (orgs.). Lacunas do real: leituras de Slavoj Žižek. Florianópolis: Nefipo, 2009, p. 43-56.

ŽIŽEK, Slavoj. Violência: seis reflexões laterais. Trad. Miguel Serras Pereira. 1ª ed. São Paulo: Boitempo, 2014.

ŽIŽEK, Slavoj. Vivendo o fim dos tempos. Trad. Maria Beatriz de Medina. São Paulo: Boitempo, 2012.


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