Cinema poema: movimento Herberto Helder

Nefatalin Goncalves Neto

Resumo


A poesia portuguesa, a partir da década de 60 do século XX passa a expressar-se por meio de metáforas diferenciadas, nas quais o movimento, o corte abrupto e a aparente falta de sequencialização se tornam a tônica. A partir dessa proposição, nos propomos a realizar a leitura da obra poética de Herberto Helder por meio de sua confluência com o cinema enquanto modo de construção literária, já que acreditamos ser seja o cinematismo, em Helder, o mote causador dos cortes, movimentos e aceleração metafóricas. Apoiados por Martelo (2013), Guedes (1978) e Vasconcellos (2006) nos propomos a fazer a leitura crítica da poesia helderiana para comprovar nossa hipótese.

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Referências


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