Félix Candela, Paraboloides Hiperbólicos e a Arquitetura Paulista: Estudo de Casos

Célia Regina Moretti Meirelles, Ricardo Hernan Medrano

Resumo


A plasticidade do concreto armado permitiu a criação de espaços amplos possibilitando a execução de superfícies com formas diferenciadas. O arquiteto Félix Candela contribuiu de modo significativo para o domínio técnico do concreto armado e sua aplicação em cascas finas, aplicando as equações de membrana às formas geométricas reconhecidas, os paraboloides hiperbólicos. Os objetivos desta pesquisa são manter em evidência a obra de Félix Candela, e identificar a expressão dele na arquitetura Paulista, buscando obras onde ocorreram a apropriação dos conceitos aplicados na busca da forma e/ou das técnicas de Candela. O método foi estruturado a partir de estudos de casos, com seleção das obras a partir de um levantamento de publicações na revista Acrópole (de 1950 a 1970), entre elas o Centro de Serviço e Combustíveis da Cooperativa Agrícola de Cotia, de 1958, e as estações de trem da antiga Mogiana Paulista, de 1964. Como também de obras de grande relevância, como a cobertura do mercado municipal de Pirituba, inaugurado em 1972, e as coberturas dos terminais de ônibus do metrô Ana Rosa e Vila Mariana, inauguradas em 1974. As etapas constam de revisão da literatura, e investigação em campo, com visitas às obras no México e São Paulo. O trabalho evidencia a presença de obras na arquitetura paulista que, sem perder sua singularidade, se aproximam das ideias e obra de Félix Candela.


Palavras-chave


Félix Candela; Cascas; Paraboloide hiperbólico

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