Os processos grupais e a gestão de equipes no trabalho contemporâneo: compreensões a partir do pensamento complexo

Autores

  • Magda Capellão Kaspary Programa de Pós-graduação em Psicologia da Pontificia Universidade Catolica do Rio Grande do Sul
  • Nedio Antonio Seminotti Programa de Pós-graduação em Psicologia da Pontificia Universidade Catolica do Rio Grande do Sul

Palavras-chave:

processos grupais, gestão de equipes, trabalho, pensamento sistêmico, pensamento complexo.

Resumo

Neste artigo propomos algumas reflexões sobre possíveis aproximações e distanciamentos entre os saberes sobre os processos grupais e gestão de equipes. Ainda que os conhecimentos sobre processos grupais e gestão de equipes estejam muito distanciados e pertençam a áreas do conhecimento diferentes, a saber a Psicologia e a Administração, entendemos que pontes podem ser estabelecidas entre ambos, uma vez que, sejam grupos ou equipes, estamos falando de pessoas em relação de vida e de trabalho. No ambiente empresarial a preocupação com resultados reifica uma ideologia sobre equipes verdadeiras, das quais se espera eficiência e eficácia, porém parece haver pouco espaço para incluir, concomitantemente, a reflexão sobre a relação de vida no trabalho trazendo com isso um prejuízo à subjetividade. A contemporaneidade imerge a gestão de equipes num jogo de forças entre o individual e o coletivo, entre a carreira e o si (autorreflexão), entre a vida e o trabalho. Aqui, embasados no pensamento sistêmico, discutimos como os conceitos e as propriedades dos sistemas vivos (a saber: a interação, a interdependência, a autonomia-dependência, a organização e a produção-de-si) podem nos ajudar em compreensões sobre o trabalho contemporâneo, tendo como mediação o pensamento complexo de Edgar Morin. Defendemos a possibilidade da dialógica entre os conceitos de gestão de equipes, processos grupais e seus contextos através dos modos de conhecimento por compreensão e explicação. Assim, objetividade e subjetividade, explícito e implícito podem se complementar, dando espaço para a subjetividade na dimensão profissional, ainda que a busca de resultados objetivos seja imperativa no trabalho pós-moderno.

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Biografia do Autor

Magda Capellão Kaspary, Programa de Pós-graduação em Psicologia da Pontificia Universidade Catolica do Rio Grande do Sul

Mestre em Psicologia pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia da Pontificia Universidade Catolica do Rio Grande do Sul

Nedio Antonio Seminotti, Programa de Pós-graduação em Psicologia da Pontificia Universidade Catolica do Rio Grande do Sul

Doutor em Psicologia pela Faculdad de Psicología da Universidad Autónoma de Madrid

Professor do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Pontificia Universidade Catolica do Rio Grande do Sul

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Publicado

2011-12-14

Edição

Seção

Gestão Humana e Social