EPISTEMOLOGIAS DA FLORESTA: CAMINHOS INTERDISCIPLINARES NA AMAZÔNIA
Palavras-chave:
Epistemologias, Interdisciplinaridade, Saberes tradicionais, Amazônia, Educação contextualizadaResumo
Este artigo tem como objetivo refletir sobre a complexidade do fazer científico
na Amazônia, evidenciando a necessidade de uma abordagem interdisciplinar que reconheça a pluralidade de saberes presentes na região. Ele é resultado de uma pesquisa teórico-analítica e documental, articulada a contribuições de autores como Edgar Morin, Boaventura
de Sousa Santos e estudiosos da educação amazônica, além de experiências institucionais
e acadêmicas na região amazônica. A abordagem metodológica é qualitativa, com enfoque
crítico-reflexivo, fundamentada em revisão bibliográfica e análise de práticas educativas e
científicas contextualizadas. Os resultados apontam que a ciência ocidental, historicamente
marcada por práticas de exploração predatória e classificatória, tem negligenciado os
saberes ancestrais dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e demais comunidades
amazônidas. Contudo, observa-se movimento crescente de valorização desses saberes, com
iniciativas de diálogo entre epistemologias ancestrais e científicas, contribuindo para a
construção de currículos escolares mais inclusivos, contextualizados e socialmente referenciados.
No artigo, ressaltamos a importância da efetiva integração entre ciência e tradição
para enfrentar os desafios socioambientais da Amazônia. Essa articulação fortalece a autonomia
dos povos tradicionais, promove justiça cognitiva e amplia as possibilidades de conservação
ambiental sustentável. No artigo, defendem-se os saberes ancestrais como
sistemas epistemológicos legítimos, capazes de renovar e enriquecer o próprio campo científico.
Assim, propõe-se uma ciência contextualizada na realidade amazônida e comprometida
com diversidade, ética e transformação social.
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