O porto e a cidade, heranças, permanências e rupturas
um estudo do caso do Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.5935/cadernospos.v26n1p123-137Palavras-chave:
Escalas, Apropriações, Preexistências., Morfologia urbana, ProjetoResumo
Este artigo trata do projeto Porto Maravilha, da cidade do Rio de Janeiro, em seu contexto. Aborda aspectos referentes ao uso portuário, à volta, quando e onde heranças foram acolhidas ou condenadas, e às rupturas que causaram. Adota a perspectiva metodológica de análise em morfologia urbana para discutir as relações entre as preexistências e os projetos adicionados, em tempos distintos, que apresentaram múltiplas escalas de intervenção, em diferentes dimensões de análise. Neste trabalho, a cidade é vista como lugar de interseção de processos sociais, econômicos, culturais, históricos e políticos, e revelam-se entrelaçamentos com atributos impregnados na sua paisagem. O estudo de caso realizado ilustra essa abordagem. O exercício de análise levou em consideração o início da implantação desse grande projeto urbano e permitiu refletir sobre os processos de transformação ocorridos, trazendo como contribuição uma avaliação dos impactos negativos não previstos e suas relações com atributos, singularidades e identidades da região.
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