O cenário da rotatividade no mercado de trabalho formal brasileiro antes e pós crise econômica mundial

Luís Abel da Silva Filho

Resumo


A divergência teórica acerca do desemprego e da flexibilidade no mercado de trabalho é acentuadamente relevante na literatura econômica. No mercado de trabalho brasileiro as discussões acerca da rotatividade intensificaram-se nos anos de 1990 como um fenômeno persistente e perverso para a força de trabalho. Nos anos 2000 as evidências empíricas mostram trajetória semelhante à observada na década anterior. Diante desse quadro, este artigo tem como objetivo avaliar a rotatividade no mercado de trabalho brasileiro, tomando por base os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). O recorte temporal compreende os anos de 2007-2008 e 2009-2010. Utilizam-se dados referentes apenas ao mercado formal de trabalho comparando a rotatividade por setor de atividade econômica e por mesorregiões. Os principais achados levam a elevados índices de rotatividade, e com leves diferenças, entre as regiões brasileiras. Quando se referem ao país, as características socioeconômicas e demográficas têm relevância significativa para esclarecimento do fenômeno. Tais resultados mostram haver rotatividade acentuada no mercado de trabalho nacional, bem como ratificam os pressupostos teóricos, segundo os quais há rotatividade sobremaneira acentuada para os grupos sociais minoritários.


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