Entre la urgencia y la invención: la formación de la interdisciplinariedad en la CAPES y sus paradojas epistemológicas
Palabras clave:
Interdisciplinariedad, Epistemología, Capes, Política científica, EvaluaciónResumen
El texto reconstruye la formación histórica del Área Multidisciplinaria/Interdisciplinaria de la Capes, destacando que su creación a finales de la década de 1990 respondió menos a un proyecto epistemológico deliberado que a una necesidad institucional de dar cabida a propuestas que quedaban fuera de los límites disciplinarios tradicionales. A partir de Bevilacqua (2011), el estudio muestra que el área surgió bajo un régimen de urgencia administrativa, en un contexto de expansión del posgrado, crecimiento de iniciativas híbridas (como el IAI y el LNCC) y ausencia de criterios de evaluación capaces de abordar temas y métodos interdisciplinarios. El análisis revela que, si bien la Capes comenzó posteriormente a consolidar el Área Interdisciplinaria, el debate epistemológico permaneció en un segundo plano, dando lugar a un área marcada por tensiones entre innovación y categorización, así como entre flexibilidad y estandarización. El texto también aborda la percepción negativa predominante en el Sistema Nacional de Posgrado —reforzada por la falta de reconocimiento institucional por parte del CNPq—, la cual alimenta la idea errónea de que la interdisciplinariedad es un depósito de «sobras científicas». Finalmente, sostiene que la interdisciplinariedad debe reivindicarse desde perspectivas epistemológicas, institucionales y políticas; no se trata de un territorio residual, sino de un campo fundamental para abordar los problemas complejos del siglo XXI. Se subraya que la investigación interdisciplinaria debe vincularse claramente con las áreas de concentración, las líneas de investigación y los proyectos integradores de los programas, a fin de evitar la noción equivocada de que cualquier tema puede clasificarse simplemente dentro de esta área.
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