Modernidad y ciberespacio: reflexiones desde la decolonialidad y la teoría del actor-red
Palabras clave:
Modernidad, ciberespacio, Decolonial, Interdisciplinariedad, PluriversoResumen
La ciencia moderna exige que las respuestas a los problemas que enfrenta la humanidad sean validadas por la propia ciencia. Aquellas culturas y formas de conocimiento marginadas de una historia universal eurocéntrica —y limitada al alcance de la era moderna— no encuentran espacio para su validación dentro del sistema-mundo colonizador. Este ensayo reflexiona sobre la desigualdad y la exclusión derivadas de la concepción moderna de la ciencia, su expansión a través del sistema-mundo, sus configuraciones en el ciberespacio y el movimiento —propuesto por ciertos campos teóricos— para trascender esta forma particular de concebir y comprender la ciencia. Estas reflexiones se fundamentan en la perspectiva decolonial, particularmente en el concepto de sistema-mundo de Immanuel Wallerstein y en la Teoría del Actor-Red de Bruno Latour, la cual concibe el ciberespacio como una red de actantes —humanos, algoritmos, tecnologías y formas de conocimiento— que median e influyen en las interacciones. Es en este entramado donde cobra forma la interdisciplinariedad. Así, esta reflexión parte de la premisa de que las interacciones sociales que tienen lugar en el ciberespacio —producto de la cibernética como disciplina— lo sitúan como un objeto de análisis oportuno; se trata de un espacio definido tanto por desafíos como por oportunidades, y que ofrece el potencial de facilitar alternativas al modelo de desarrollo impulsado por el sistema-mundo.
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