El *flâneur* en Benjamin: notas sobre el caminar y escribir la ciudad en la investigación urbana y educativa
Palabras clave:
Cartografía, Complejidad, Interdisciplinariedad, Territorios educativos, urbanidades invisiblesResumen
Este artículo se propone reflexionar sobre la cartografía como enfoque epistemológico y la «caminografía urbana» (*caminhografia urbana*) como procedimiento metodológico aplicado a la investigación en la intersección entre ciudad y educación. Mediante la actualización de la alegoría del *flâneur* benjaminiano —trasladada al contexto de la ciudad de Santa Maria (RS) y el parque Itaimbé—, exploramos cómo ciertos cuerpos urbanos disidentes (como los vagabundos, las *flâneuses* y las personas sin hogar) expresan formas invisibles de urbanidad. Asimismo, examinamos cómo la caminografía urbana puede captar o revelar estas expresiones para construir una suerte de «currículo invisible» del territorio; el potencial de este currículo reside en las perspectivas que ofrece para prácticas educativas fundamentadas en dicho saber local, una vez cartografiado. A partir de marcos interdisciplinarios —que incluyen la filosofía, la geografía, la sociología urbana, la educación, el urbanismo y las artes—, adoptamos una postura abierta que asume la complejidad como requisito para comprender los fenómenos urbanos. Planteamos que caminar al modo benjaminiano constituye un acto político, epistemológico e interdisciplinario, que moviliza ruinas y fragmentos urbanos para convertirlos en narrativas que amplían nuestra capacidad de leer la ciudad, ofreciendo así pistas para un futuro educativo atento a la diferencia, la alteridad y el potencial de las pedagogías silenciosas.
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