PROCESSOS DE REEXISTÊNCIA NA TROCA DE CARTAS ENTRE ADOLESCENTES INTERNOS DA FUNDAÇÃO CASA E EDUCADORES DO PROGRAMA JUVENTUDES DO SESC EM SÃO PAULO
Palavras-chave:
Socioeducação, Justiça curricular, Adolescentes em conflito com a lei, Fundação Casa, Sesc em São PauloResumo
Este artigo objetiva analisar a troca de cartas entre adolescentes cumprindo medida socioeducativa de internação nas unidades da Fundação Casa de Santo André e Diadema, e a equipe educadora do Sesc Santo André, no contexto da pandemia de covid-19, como um processo de “reexistência” que fortaleceu as narrativas e identidades de adolescentes internos e que está descrita na pesquisa Cartas para CASA: reflexões sobre os sentidos da escola para jovens em conflito com a lei (Pelvini, 2024), orientada por Juliana Fonseca de Oliveira Neri. A pesquisa descreve um trabalho que garantiu a continuidade da ação pedagógica com esse público durante o isolamento social, respeitando suas especificidades e a importância de ouvir e valorizar as perspectivas dos adolescentes sobre suas identidades e seus futuros. O artigo busca descrever a abordagem qualitativa e participativa dessa pesquisa, fundamentando-se nos conceitos de justiça curricular (Ponce; Neri, 2017) ede estratégias de sobrevivência (Souza Neto, 2002), discutindo os processos de “reexistência”
decorridos. Destaca também o papel da Fundação Casa e do Sesc em São Paulo como
fortalecedor de uma escola básica com um currículo que garanta a permanência e a vida
desses adolescentes. As considerações finais do artigo sugerem que a valorização das expressões
culturais juvenis pode contribuir para a construção de novas trajetórias para adolescentes
e jovens cumprindo medida socioeducativa.
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