DOENÇA NEGLIGENCIADA HANSENÍASE:

UMA ANÁLISE SOBRE ACESSO E PRODUÇÃO DE MEDICAMENTOS E SUA IMBRICAÇÃO COM O ATUAL SISTEMA DE PATENTES

Autores

  • Nathalia Facco Rocha UFSM
  • Isabel Christine Silva De Gregori UFSM
  • Michelle Dutra Algarve Celestino UFSM
  • Maryana Zubiaurre Correa UFSM

Palavras-chave:

Hanseníase; indústria farmacêutica; sistema de patentes.

Resumo

O presente artigo analisa a doença negligenciada hanseníase sob a ótica do acesso a medicamentos e da produção farmacêutica, à luz do atual sistema de patentes. A pesquisa adota o método de abordagem dedutivo, partindo de princípios constitucionais, tratados internacionais e conceitos gerais para compreender o sistema patentário vigente e sua relação com o direito e acesso à saúde. Quanto ao método de procedimento utiliza-se o monográfico, uma vez que se debruça especificamente na doença negligenciada hanseníase e tem como técnica de pesquisa a bibliográfica, baseada em legislações, relatórios do Ministério da Saúde, documentos oficiais da OMS e literatura científica especializada, buscando responder o seguinte questionamento: em que medida o regime jurídico da propriedade intelectual, estruturado pela Lei nº 9.279/1996 e pelos compromissos internacionais firmados pelo Brasil, como o Acordo TRIPS, influencia a disponibilidade de terapias e a autonomia tecnológica do país, no que tange a doença negligenciada hanseníase? A hanseníase, embora curável, permanece como grave problema de saúde pública, sobretudo pela dependência de insumos importados e pela baixa inovação em doenças pouco rentáveis. A análise constitucional, legislativa e jurisprudencial, evidencia que o sistema de patentes, ao priorizar interesses privados, distancia-se de sua função social, comprometendo o direito fundamental à saúde. Conclui-se que efetivar as flexibilidades do TRIPS, associado à pesquisa e produção nacional, é essencial para inovação e equidade no enfrentamento da hanseníase.

Biografia do Autor

Nathalia Facco Rocha, UFSM

Doutoranda em Direito, pela Universidade Federal de Santa Maria. Coordenadora e professora no curso de Direito da Universidade Luterana do Brasil. Membro do Grupo de Pesquisa em Propriedade Intelectual na Contemporaneidade( GPPIC), registrado no Diretório de Grupos do CNPq e certificado pela UFSM.

Isabel Christine Silva De Gregori, UFSM

Doutora em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC (2007). Mestre em Integração Latino-Americana pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM (2000) e Graduada em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria (1985). Professora Titular no Departamento de Direito da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em regime de dedicação exclusiva e no Programa de Pós-graduação em Direito da UFSM (Mestrado e Doutorado). Líder do Grupo de Pesquisa em Propriedade Intelectual na Contemporaneidade( GPPIC), registrado no Diretório de Grupos do CNPq e certificado pela UFSM.Atua nas seguintes áreas de pesquisa:, propriedade industrial, sistema de patentes, acesso à saúde e sustentabilidade.https://orcid.org/0000-0002-3251-946X

Michelle Dutra Algarve Celestino, UFSM

Graduada em Direito. Membro do Grupo de Pesquisa em Propriedade Intelectual na Contemporaneidade( GPPIC), registrado no Diretório de Grupos do CNPq e certificado pela UFSM.

Maryana Zubiaurre Correa, UFSM

Mestre em direito pela Universidade Federal de Santa Maria . Coordenadora e professora de direito na Faculdade de Direito de Santa Maria - FADISMA. Membro do Grupo de Pesquisa em Propriedade Intelectual na Contemporaneidade( GPPIC), registrado no Diretório de Grupos do CNPq e certificado pela UFSM.

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Publicado

2026-10-12

Edição

Seção

Poder Econômico e seus limites jurídicos