OBSTÁCULOS INTERNOS E EXTERNOS AO CRESCIMENTO E DESEMPENHO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA – UMA ANÁLISE A PARTIR DE MODELOS DE COINTEGRAÇÃO ARDL PARA O PERÍODO DE 2006 A 2018

Autores/as

  • Rafael Moraes de Sousa Universidade Federal de Uberlândia
  • Karina Palmieri de Almeida Universidade Federal de Uberlândia

Resumen

Este artigo realiza uma análise empírica de alguns obstáculos internos e externos
ao crescimento da indústria, assim como os fatores determinantes do desempenho
(exportações industriais), para o período de 2006 a 2018, destacando uma
variável para a qualidade das exportações. A metodologia consiste em modelos
autorregressivos com defasagens distribuídas (ARDL) para cointegração. Os resultados
sugerem que as variáveis apontadas como obstáculos, de fato, exercem
no longo prazo impactos negativos sobre o crescimento. Para as exportações, a
taxa de câmbio e a evolução dos preços foram componentes com impacto negativo,
enquanto a dinâmica da renda mundial é benéfica. Por fim, os resultados
para a variável qualidade das exportações explicitam que a composição produtiva
e exportadora é pouco propícia ao crescimento industrial.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Rafael Moraes de Sousa, Universidade Federal de Uberlândia

Doutorando em Economia pelo Programa de Pós-graduação em Economia no Instituto de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (PPGE/UFU). Mestre em Economia pelo Programa de Pós-graduação em Economia no Instituto de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (PPGE/UFU). Bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Maranhão.

Karina Palmieri de Almeida, Universidade Federal de Uberlândia

Doutoranda em Economia pelo Programa de Pós-graduação em Economia no Instituto de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (PPGE/UFU). Mestre em Economia pelo Programa de Pós-graduação em Economia no Instituto de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (PPGE/UFU). Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Uberlândia.

Citas

ARAÚJO, R. A.; SOARES, C. (2011). Export Led Growth' x 'Growth Led Exports': What Matters for the Brazilian Growth Experience after Trade Liberalization? MPRA Paper No. 30562, posted 2. May.

AVELLAR, A.P.; CARVALHO, L. (2013). Esforço inovativo e desempenho exportador: evidências para Brasil, Índia e China. Estudos Econômicos, v. 43, pp. 499-524, São Paulo.
https://doi.org/10.1590/S0101-41612013000300003

BANCO MUNDIAL. (2018). DATABANK WORLD DEVELOPMENT INDICATORS. Disponível em: <http://databank.worldbank.org>. Acesso em: 08 nov.

BRAGA, H. B. (1979). Determinantes do desempenho da indústria brasileira: uma investigação econométrica. R. bras. Econ. Rio de Janeiro.

BRAGA, H.; MARKWALD, R. (1983). Funções de oferta e demanda das exportações de manufaturados no Brasil. Pesquisa e Planejamento Econômico, 13(3), p. 707-744.

CAVALCANTI, M.; RIBEIRO, F. (1998). As exportações brasileiras no período 1977/96: Desempenho e determinantes. Textos para discussão n. 545, Ipea. Rio de Janeiro, Ipea.

CARVALHO, Luciana. Ensaios sobre inovação, produtividade e exportação no Brasil. (2013). 135 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais Aplicadas) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia.

CNI. CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA. (2018). Portal da Indústria. Desempenho da indústria no mundo. Indicadores CNI, Ano 2( 1). Disponível: <https://bucket-gw-cni-static-cmssi.s3.amazonaws.com/media/filer_public/e0/02/e002cd55-c9db-4526-a3d1-f504c02b14f8/desepenho_da_industria_no_mundo_julho2018.pdf>.

DE NEGRI, F.; CAVALCANTE, L. R (Orgs). (2015). Produtividade no Brasil: desempenho e determinantes. Vol. 2. Brasília: ABDI / IPEA.

ENGLE, R. F.; GRANGER, C. W. J. (1987). Co-integration and error correction: representation, estimation, and testing. Econométrica. p. 251-276. https://doi.org/10.2307/1913236

FIEPB. FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DA PARAÍBA. Cinco obstáculos que atrapalham o crescimento industrial brasileiro. (2015). Disponível em: <http://www.fiepb.com.br/fiep/noticias/2015/12/02/cinco_obstaculos_que_atrapalham_o_crescimento_industrial_brasileiro>. Acesso em: 28 out. 2018.

IPEADATA. INSTITUTO DE PESQUISA EM ECONOMIA APLICADA. Dados macroeconômicos. Disponível em: <http://www.ipeadata.gov.br/Default.aspx>. Acesso em: 23 jan. 2018.

NONNENBERG, Marcelo José Braga et al. Novos cálculos da taxa efetiva real de câmbio para o Brasil. (2015). Disponível em: <http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/6215/1/nt_cc28_cambio.pdf>. Acesso em: 01 jun. 2019.

JOHANSEN, S. (1991).Estimation and Hypothesis Testing of Cointegration Vectors in Gaussian Vector Autoregressive Models. Econometrica, vol. 59, pp. 1551-1580, https://doi.org/10.2307/2938278

KALDOR, Nicholas. (1966). Causes of the Slow Rate of Economic Growth of the United Kingdom: an Inaugural Lecture. Cambridge: Cambridge University Press.

KALDOR, Nicholas. (1957). A model of economic growth. The Economic Journal, vol.67, p. 591-624, December, https://doi.org/10.2307/2227704

LALL, Sanjaya. (2000). The technological structure and performance of developing country manufactured exports, 1985-98. Oxford Development Studies, vol. 28(3). https://doi.org/10.1080/713688318

LIBÂNIO, Gilberto; MORO, Sueli; LONDE, Anna Carolina. (2011). Qualidade das exportações e crescimento econômico nos anos 2000. Anpec - 42º Encontro Nacional de Economia, Rio de Janeiro, 42(1), p.1-14, dez.

MDIC. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR. Classificação da Secretaria de Comércio Exterior Classificação por Intensidade Tecnológica. Disponível em: <http://www.mdic.gov.br/balanca/metodologia/Nota_ISIC.pdf>. Acesso em: 20 mai. 2019.

MDIC. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR. Estatísticas do Comércio Exterior. Disponível em: <http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/index.php?area=5>. Acesso em: 30 jan. 2019.

MESSA, A. (2015). Determinantes da produtividade na indústria brasileira. In: DE NEGRI, F. CAVALCANTE, L. R (Orgs). (2015). Produtividade no Brasil: desempenho e determinantes, Vol. 2. Brasília: ABDI / IPEA,

NAKABASHI, L; CRUZ, M. J. V; SCATOLIN, F. D. (2008). Efeitos do Câmbio e Juros sobre as Exportações da Indústria Brasileira. Revista Economia Contemporânea, Rio de Janeiro, 12(3), p.433-461, set. https://doi.org/10.1590/S1415-98482008000300002

PESARAN, M. H.; SHIN, Y. (1999). An Autoregressive Distributed-Lag Modelling Approach to Cointegration Analysis. In: Econometrics and Economic Theory in the 20th Century: The Ragnar Frisch Centennial Symposium. Cambridge: Cambridge University Press.

PESARAN, M. H.; SHIN, Y.; SMITH, R. J. (2001). Bounds Testing Approaches to the Analysis of Level Relationships. Journal of Applied Econometrics, 16(3), pp. 289-326. https://doi.org/10.1002/jae.616

PHILLIPS, P. C. B.; HANSEN, B. E. (1999). Statistical Inference in Instrumental Variables Regression with I(1) Processes. The Review of Economic Studies, 57(1), pp. 99-125. https://doi.org/10.2307/2297545

PHILLIPS, P. C. B. & PERRON, P. (1988). Testing for a Unit Root in Time Series Regression. Biometrika, 75(2), p. 335-346. https://doi.org/10.1093/biomet/75.2.335

RODRIK, D. Industrial Development: Stylized Facts and Policies. (2006). In: United Nations, Industrial Development for the 21st Century, U.N., New York.

THIRLWALL, A. (2005). A Natureza do Crescimento Econômico: um referencial alternativo para compreender o desempenho das nações. IPEA: Brasília.

VERÍSSIMO, M. P. (2018). Indicadores Industriais dos Estados do Sudeste Brasileiro: Uma Análise sobre Desindustrialização a partir de Modelos ARDL. III Encontro Nacional de Economia e Inovação. UFU, Uberlândia, Minas Gerais, https://doi.org/10.5151/enei2018-11

VIEIRA, F. V.; SILVA, C. G. (2016). BRICS Exports Performance: an ARDL bounds testing empirical investigation. In: Anais do XLIV Encontro Nacional de Economia [Proceedings of the 44th Brazilian Economics Meeting].

Publicado

2021-05-28

Cómo citar

Moraes de Sousa, R., & Palmieri de Almeida, K. (2021). OBSTÁCULOS INTERNOS E EXTERNOS AO CRESCIMENTO E DESEMPENHO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA – UMA ANÁLISE A PARTIR DE MODELOS DE COINTEGRAÇÃO ARDL PARA O PERÍODO DE 2006 A 2018. Revista De Economia Mackenzie, 18(1), 115–142. Recuperado a partir de http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/rem/article/view/13598

Número

Sección

Artigos