Criando dicionários de línguas de sinais: modelos iconográfico, linguístico e contemporâneo

Autores

  • Fernando Cesar Capovilla Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP)
  • Antonielle Cantarelli Martins Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP)
  • Wanessa Garcia Santos Oliveira Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP)

Resumo

Existem três eras de dicionarização das línguas de sinais, cada qual com sua estratégia lexicográfica: a era iconográfica ou pré-stokoeana, que usa a representação analógica e gestual, mímica e pantomímica; a era linguística ou stokoeana, que faz descrição linguística das unidades arbitrárias e recombinativas; e a era contemporânea ou pós-stokoeana, que concilia as duas modalidades de representação: a iconográfica e a linguística. Este artigo compara as estratégias lexicográficas de seis dicionários de línguas de sinais, três da brasileira (Libras) e três da americana (ASL), e os distribui nessas eras, ilustrando suas peculiaridades por meio de alguns sinais-chave. Para fins de eficácia pragmática dos dicionários, o artigo discute a importância da ilustração gráfica e da descrição da forma e do significado dos sinais, e do modo como a forma é inspirada no significado.

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Publicado

18-01-2019

Edição

Seção

Artigos