Comparação do protocolo adaptado de avaliação motora utilizando a escala Movement Assessment Battery for Children (MABC-2) no TEA

Ricardo Henrique Rossetti Quintas, Ariane Cristina Ramello de Carvalho, Carolina Lourenço Reis Quedas

Resumo


A dificuldade de compreensão em crianças com TEA em relação às instruções fornecidas nos diversos instrumentos avaliativos torna mais trabalhosa a coleta de informações importantes para um diagnóstico, o que pode impactar as pontuações padronizadas da escala. O objetivo deste estudo foi verificar se há diferença entre dois protocolos de avaliação da escala Movement Assessment Battery for Children (MABC-2) no desempenho de crianças com TEA. Avaliaram-se 18 indivíduos com TEA em relação às suas habilidades motoras. Para tanto, adotou-se a escala MABC-2 com dois protocolos diferentes. No protocolo tradicional (P-TR), utilizou-se a descrição fornecida em seu manual, com comandos verbais e demonstração para a descrição das atividades. Após 15 dias, esses comandos foram reavaliados. Nesse caso, empregou-se o protocolo com auxílio de cartões de imagem (P-CI) como recurso para descrição das atividades, com o propósito de diminuir os comandos verbais. Os resultados indicam que os indivíduos com TEA se beneficiaram do P-CI quando comparado ao P-TR, em relação a todas as habilidades avaliadas (destreza manual Z = -154, habilidades com bola Z = -1,885, equilíbrio Z = -1,074, desempenho global Z = -2,206). Os suportes visuais podem ser introduzidos no protocolo de avaliação da escala
Comparação do protocolo adaptado de avaliação motora utilizando a escala  MABC-2 quando utilizada em indivíduos com TEA, considerando os benefícios desses suportes nas avaliações e na prática educacional.
Palavras-chave Destreza motora. Transtorno do espectro autista. Desenvolvimento. MABC-2. Desordens motoras.


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