Novas tendências do uso da cetamina nos transtornos de depressão: implicações no desenvolvimento da progênie

Julia Zaccarelli-Magalhães, André Rinaldi Fukushima, Esther Lopes Ricci, Helenice de Souza Spinoza

Resumo


Os receptores glutamatérgicos NMDA são apontados como potenciais alvos de novas terapias para o tratamento da depressão, sendo a cetamina, um antagonista desses receptores, uma dessas terapias. Considerando que há uma tendência para a ampliação do uso clínico da cetamina como antidepressivo e que há poucas informações sobre a segurança e eficácia do seu uso prolongado e no período perinatal, esta revisão tem como objetivo apresentar as informações mais recentes sobre os efeitos da depressão no desenvolvimento da progênie e o possível uso da cetamina como tratamento para a depressão pós-parto. Para tanto, foi realizado levantamento bibliográfico em diretrizes e periódicos obtidos nas bases de dados SciELO, PubMed e ScienceDirect, entre os anos de 2000 e 2017, utilizando os seguintes termos como critérios de inclusão: depressão, depressão pós-parto, cetamina, antidepressivo e escetamina. Os trabalhos selecionados mostraram que a terapêutica tradicional para o tratamento da depressão durante o período pós-parto apresenta riscos para o desenvolvimento da progênie, e, por isso, são necessários estudos que gerem o desenvolvimento de novas terapias para essa doença. A cetamina tem potencial promissor para o tratamento dos transtornos depressivos no geral, incluindo a depressão pós-parto, minimizando os riscos para o desenvolvimento da prole.


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