Encerramentos físicos, movimentos afetivos e re-existências: O que é isso, companheiro? e Ainda estou aqui
Palavras-chave:
Cinema brasileiro, Experiência estética, Regime ditatorial, Paisagens anestésicas, Espaços estésicosResumo
Investigamos o espaço estésico e a paisagem anestésica a partir dos filmes brasileiros O que é isso, companheiro? (Bruno Barreto, 1997) e Ainda estou aqui (Walter Salles, 2024), que tematizam os anos ditatoriais no país (1964-1985). Discutimos como os ordenamentos estéticos dos dois filmes constituem uma transgressão na forma de vida automatizada, imposta pelo regime político, para a forma de vida estésica, assim, apresentando-se uma possibilidade de re-existir. Para tanto, a análise enfatiza como a casa-calabouço (Fischer, 2006) e a casa-concha (Bachelard, 1989) aludem às políticas ditatoriais e articulam formas e modos de convívios familiares que se configuram como paisagens anestésicas (casa-calabouço); ou, por outro lado, imagens de rupturas, escapatórias e fraturas desses enrijecimentos anestésicos superam a automatização do cotidiano e os quadriculamentos opressores, apropriam-se, imageticamente, do lugar de morada como propulsor de experiências sensíveis e constituem-se como espaços estésicos (casa-concha).
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Referências
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