A AGROECOLOGIA COMO PROPOSTA DE SUPERAÇÃO DO PARADIGMA VIGENTE NA ERA DO ANTROPOCENO

Autores

  • Elda Coelho de Azevedo Bussinguer Faculdade de Direito de Vitória
  • Isabela de Deus Cordeiro Faculdade de Direito de Vitória - FDV

Palavras-chave:

Antropoceno, Agroecologia, Direito fundamental ao meio ambiente equilibrado, sustentabilidade

Resumo

A pesquisa analisa as transformações das relações de produção e consumo que orientam a modernidade, a fim de caracterizar a crise do antropoceno, que sob o denominado “desenvolvimento sustentável”, considera a proteção ambiental  a partir da naturalização do sistema exploratório, desconsiderando as diversas ecologias existentes. Com esse propósito, objetiva responder se a agricultura orgânica e a agroecológica podem representar um caminho alternativo à superação desse paradigma. Emprega o materialismo histórico-dialético ao problema, adotando a análise da totalidade e das mediações que se estabelecem entre os fenômenos. Trata-se de abordagem qualitativa, de natureza exploratória, realizada exclusivamente por meio do emprego da técnica de levantamento bibliográfico. Conclui que a agricultura orgânica e agroecológica constitui caminho possível capaz de promover a suprassunção das contradições que marcam, ao menos em parte, a relação atual da cultura com a natureza.

Biografia do Autor

Elda Coelho de Azevedo Bussinguer, Faculdade de Direito de Vitória

Livre Docente pela Universidade do Rio de Janeiro (UniRio). Pós-doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Doutora em Bioética pela Universidade de Brasília (UnB). Mestre em Direitos e Garantias Fundamentais pela Faculdade de Direito de Vitória (FDV). Coordenadora do Programa de Pós Graduação em Direito da Faculdade de Direito de Vitória (FDV). Coordenadora de Pesquisa, Extensão e Relações Internacionais da Faculdade de Direito de Vitória (FDV) . Professora Titular do Programa de Pós-Graduação em Direito da FDV (Mestrado e Doutorado em Direitos e Garantias Fundamentais). Editora da Revista Direitos e Garantias Fundamentais (QUALIS A 1). Coordenadora do BIOGEPE- Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Políticas Públicas, Direito à Saúde e Bioética. Membro da Rede Interamericana de Pesquisa em Direitos e Garantias Fundamentais. Membro do Conselho de Ética Pública do Estado do Espírito Santo. Colunista de A Gazeta. Presidenta da Sociedade Brasileira de Bioética. Professora Associada II aposentada da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Isabela de Deus Cordeiro, Faculdade de Direito de Vitória - FDV

Doutoranda em Direitos e Garantias Fundamentais pela Faculdade de Direito de Vitória. Mestra
em Direitos e Garantias Fundamentais pela Faculdade de Direito de Vitória. Especialista em Direito
Constitucional pela Universidade Federal do Espírito Santo. Especialista em Direito Urbano-
-Ambiental pela Fundação Escola do Ministério Público do Rio Grande do Sul. Especialista em Direito
Ambiental pelo Círculo de Estudos na Internet em parceria com o Instituto o Direito por um
Planeta Verde. Graduada em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo (2001). Membro da
Associação Brasileira do Ministério Público de Meio Ambiente e Promotora de Justiça do Ministério
Público do Estado do Espírito Santo. Coordenadora do Fórum Capixaba de Resíduos Sólidos e Coordenadora do Fórum Espíritosantense de Combate aos Impactos de Agrotóxicos e Transgênicos. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Público, atuando principalmente nos seguintes temas: meio ambiente e políticas públicas. Faculdade de Direito de Vitória – FDV

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Publicado

2026-06-26

Edição

Seção

Historicismo do Direito e Racionalidade Jurídica e Sistemas Sociais