Não é trabalho, é capital: realocação de insumos após liberalização comercial no Brasil

Adriana Schor

Resumo


Modelos tradicionais de comércio internacional predizem que mudança da política comercial em direção da liberalização leva à realocação do trabalho para setores em que o país tem vantagem comparativa. Entretanto, a literatura empírica não consegue evidências que comprovem tais predições. Este artigo mostra que a liberalização comercial levou de fato à realocação de insumos – não de trabalho, mas de capital. Firmas brasileiras em setores que tiveram maiores reduções tarifárias são aquelas que aumentaram mais seu estoque de capital. Este tipo de ajustamento, o artigo sugere, pode ser capaz de explicar as evidências bastante robustas na literatura que liberalização comercial eleva a produtividade das firmas.

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