Massa óssea e atividade física na infância e adolescência

  • Ronaldo Vilela Barros Universidade de São Paulo
  • César Cavinato Cal Abad Universidade de São Paulo
  • Maria Augusta Pedutti Dal’Molin Kiss Universidade de São Paulo
  • Júlio Cerca Serrão Universidade de São Paulo

Resumo

O desenvolvimento de novas técnicas transcultâneas de análise densimétrica da mineralização óssea tem favorecido investigações relacionadas ao estudo dos componentes estruturais do osso, principalmente no sentido de identificar possíveis influências da atividade física sobre a modulação óssea entre a infância e adolescência. Estudos realizados nas últimas décadas indicam que exercícios caracterizados por compressões ósseas, induzem as adaptações da estrutura esquelética, tornando-a mais resistente aos estímulos externos. Exercícios como voleibol, basquetebol, ginástica artística e tarefas com implementos realizados na fase maturacional, são os mais indicados para elevar a densidade mineral óssea, favorecendo a otimização do pico de massa óssea na fase adulta e prevenindo a osteoporose na idade avançada. Ao contrário, há evidências de que exercícios aquáticos, como a natação, não apresentam contribuição efetiva para a modulação óssea total. Atletas femininas que praticam exercícios de forma crônica, repetitiva e persistente, também podem apresentar fragilidade óssea devido a redução da secreção do estrogênio conseqüente do exercício excessivo. O estudo dos processos maturacionais são complexos e multifatoriais, por isso há necessidade de investigações mais detalhadas relacionadas à influência do exercício em cada uma das fases do crescimento.

Publicado
2009-08-06