Experiências de Usuários de Comunidades Virtuais Pró-Transtornos Alimentares e seus Efeitos Sobre o Comportamento Alimentar: Revisão De Escopo

Conteúdo do artigo principal

Mariana Stefani Firmino
https://orcid.org/0009-0002-8338-8057
Bruna Bortalozzi Maia
https://orcid.org/0000-0001-7792-0663
Érika Arantes de Oliveira-Cardoso
https://orcid.org/0000-0001-7986-0158
Manoel Antônio dos Santos
https://orcid.org/0000-0001-8214-7767

Resumo

Atualmente, nota-se uma crescente preocupação com a proliferação dos websites vinculados ao movimento pró-anorexia/pró-bulimia, que fazem apologia aos transtornos alimentares (TAs) como estilo de vida. Esta revisão de escopo teve como objetivo analisar as evidências disponíveis na literatura científica acerca das experiências de usuários de comunidades virtuais pró-TAs e seus efeitos sobre o comportamento alimentar. Foram realizadas buscas sistemáticas nas bases MEDLINE/PubMed, Web of Science, PsycINFO, CINAHL/EBSCO e LILACS, no período de 2013 a 2023. De um total de 1.370 artigos originalmente recuperados, foram selecionados com base nos critérios de inclusão/exclusão dez estudos primários de seis países diferentes, compreendendo um total de 20.266 participantes adolescentes, jovens e adultos, em sua maioria mulheres. Os resultados mostram predomínio de estudos transversais com enfoque qualitativo. A exposição dos usuários a conteúdos produzidos em plataformas digitais que cultuam e celebram o ideal de magreza extrema guarda relação com seus prováveis diagnósticos de TAs. A motivação para o engajamento nessas mídias sociais consiste na busca de acolhimento, senso de pertencimento e proteção contra a estigmatização social, especialmente para usuários com transtorno ativo. Em relação aos impactos sobre o bem-estar dos usuários, os resultados apontam possível recrudescimento na insatisfação com a imagem corporal, mas também chamam a atenção para a potencial influência dos grupos virtuais no processo de recuperação, na medida em que a adesão às comunidades virtuais confere aos seus membros um senso de agência pessoal, fortalecendo a motivação para a mudança.

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Detalhes do artigo

Seção
Psicologia Clínica
Biografia do Autor

Mariana Stefani Firmino, Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, SP, Brasil

Psicóloga, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

 

Bruna Bortalozzi Maia, Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, SP, Brasil

Mestre em Psicologia, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

Érika Arantes de Oliveira-Cardoso, Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, SP, Brasil

Doutora em Psicologia, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

Manoel Antônio dos Santos, Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, SP, Brasil

Professor Titular da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo

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