Cadernos de Pós-Graduação em Letras http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl <p>Os <strong><em>Cadernos de Pós-Graduação em Letras</em> (CPGL)</strong> objetivam abrir espaço para a produção discente, publicando trabalhos inéditos de alunos de mestrado, mestres, alunos de doutorado e doutores com no máximo dois anos de titulação vinculados a instituições de ensino e pesquisa nacionais ou internacionais.</p> <p><strong>ISSN</strong> 1809-4163</p> Universidade Presbiteriana Mackenzie pt-BR Cadernos de Pós-Graduação em Letras 1809-4163 <p>Os direitos autorais dos artigos publicados nos <em>Cadernos de Pós-Graduação em Letras </em>pertencem aos autores, que concedem à <strong>Universidade Presbiteriana Mackenzie</strong> os direitos exclusivos de publicação do conteúdo. É vedada sua reprodução total ou parcial sem a devida autorização da Comissão Editorial, exceto para estudo e pesquisa.</p> Apresentação http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18472 Alexandre Marcelo Bueno Luiza Helena Oliveira da Silva Copyright (c) 2025 Alexandre Marcelo Bueno, Luiza Helena Oliveira da Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-12-17 2025-12-17 25 3 A tonicidade da frieza na sociedade das emoções transparentes http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18238 <p style="font-weight: 400;">A frieza pode ser considerada a partir de uma perspectiva tanto circunstancial quanto estrutural, em relações pessoais ou coletivas. Nosso foco está na frieza diante dos males da humanidade, e decorrentes de interações predatórias manifestadas midiaticamente e nas redes digitais. Sua historização, em diversos pensamentos críticos, aponta uma trajetória que, semioticamente, se delineia como resultado de um percurso passional que remonta à constituição da sociedade moderna. Manifestações de frieza podem, em maior ou menor grau, agenciar formas de manipulação, de conjunção ou separação, as quais envolvem mecanismos de ordem cognitiva, passional e pragmática. Expressam-se ainda por meio de valores, estratégias, práticas e formas de vida, marcados por componentes figurativos e discursivos.</p> Kati Eliana Caetano Júlio César Rigoni Filho Copyright (c) 2025 Kati Caetano, Júlio César Rigoni Filho https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-12-18 2025-12-18 25 3 Entre efeitos de identidade e valores de exclusão http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18243 <p>O presente trabalho se propôs descrever, a partir da semiótica discursiva, como o <em>ethos</em> do enunciador (Fiorin, 2004; 2008; Discini, 2003) é construído em textos de desinformação e de que modo essa construção é subordinada a intencionalidade discursiva (Greimas; Courtés, 2016) que visa promover a adesão do enunciatário aos valores comunicados. Serão analisadas cinco peças desinformativas, verificadas pela agência “Aos Fatos”.&nbsp; A partir dessa investigação, o estudo argumenta que o projeto de persuasão dos textos analisados não se sustenta somente na falsidade das informações mas, sobretudo, na manipulação discursiva operada na esfera da enunciação através da identificação do enunciatário com o <em>ethos</em> excludente construído pelo enunciador.</p> LEONARDO CHAVES FERREIRA PAULO RICARDO SOUSA DE OLIVEIRA Copyright (c) 2025 LEONARDO CHAVES FERREIRA, PAULO RICARDO SOUSA DE OLIVEIRA https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-12-17 2025-12-17 25 3 O O que ficou na memória coletiva da Guerrilha do Araguaia: olhar semiótico sobre a lenda urbana da passagem de Che Guevara por Imperatriz/MA http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18244 <p>Este artigo analisa o papel da memória coletiva (Halbwachs, 2006) na preservação e na ressignificação da Guerrilha do Araguaia, tomando como ponto central a lenda urbana que associa a figura de Che Guevara à cidade de Imperatriz/MA. A partir de um olhar semiótico, investigamos como essa narrativa popular se consolida em torno de um episódio histórico marcado pela resistência e pela violência do regime militar brasileiro na Região Tocantina. &nbsp;Nossa intenção, dessa forma, é discutir as estratégias discursivas mobilizadas para conferir o efeito de verdade ao que se conta na enunciação sobre a passagem de Che Guevara por Imperatriz, entrelaçando história e ficção.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> Kayla Pachêco Nunes Copyright (c) 2025 Kayla Pachêco Nunes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-12-17 2025-12-17 25 3 A consciência dual e o sujeito negro em uma sociedade racista: http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18246 <p>O presente artigo, comprometido com uma semiótica implicada (Schwartzmann; Silva, 2022), insere-se no contexto dos debates acerca do racismo e de seus efeitos sobre o sujeito negro, debruçando-se sobre a problemática da consciência dual para discutir algumas das características da experiência negra em uma sociedade racista, tais como a gestão que o sujeito negro precisa fazer dos diferentes simulacros gerados a seu respeito. Para as reflexões, partimos da semiótica discursiva e buscamos o diálogo entre as ideias de Du Bois (2021 [1903]), Fanon (2020 [1952]) e Aldama (2023).</p> Eduardo Prachedes Queiroz Copyright (c) 2025 Eduardo Prachedes Queiroz https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-12-17 2025-12-17 25 3 Uma análise semiótica do episódio “As Torturas” da série O Caso Evandro http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18250 <p><span style="font-weight: 400;">Recentemente, as obras audiovisuais sobre crimes reais se popularizaram no Brasil a partir da contextualização dessas histórias com questões sociais. Neste artigo, pretendemos examinar, através da análise de um trecho da série documental </span><em><span style="font-weight: 400;">O Caso Evandro </span></em><span style="font-weight: 400;">(2021), como são construídas, discursivamente, novas percepções sobre os acusados de um crime a partir das alegações de tortura sofrida por eles. Para isso, utilizamos como referência a teoria Semiótica Francesa, apoiados nas obras de diversos autores como Barros (2002), Benveniste (2006), Fiorin (1996; 2000; 2001 e 2012), entre outros, a fim de investigar as projeções de pessoa e tempo bem como a figurativização do texto.</span></p> Luíza Martins dos Santos Copyright (c) 2025 Luíza Martins dos Santos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-12-17 2025-12-17 25 3 Vozes que não se calam http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18251 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo traz reflexões sobre as reformas educacionais no Ensino Médio (Lei Nº 13.415/17 e 14.945/24 ). O objetivo é analisar os discursos de professores e estudantes, buscando compreender o que mobilizam como estratégia discursiva para dar sentido aos seus posicionamentos sobre as políticas educacionais.&nbsp; Para tanto, tem como objeto de análise trechos de entrevistas, dados gerados para uma pesquisa de doutorado, desenvolvida no âmbito do Programa da pós-graduação em Linguística e Ensino da Universidade Federal do Norte do Tocantins (PPGLLIT/ UFNT)</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p> Ellyzandreia Alves de Sousa Copyright (c) 2025 Ellyzandreia Alves de Sousa https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-12-17 2025-12-17 25 3 Um Imperativo semiótico pela popularização da ciência http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18174 <p>Este artigo analisa a popularização da ciência como um imperativo, examinando a relação dialética entre o conhecimento científico e as tradições socioculturais. Utilizando o quadrado semiótico, articulam-se quatro tradições de conhecimento (teórica, metodológica, histórica e prática) e demonstra-se como operações de triagem e mistura permitem à ciência distanciar-se do senso comum e depois reintegrar-se à sociedade como aplicação. Identifica ainda as deturpações desse processo: a pseudociência (triagem exacerbada) e a paraciência (indeterminação semântica pela mistura). Conclui que a popularização é crucial para combater esses desvios, garantindo a relevância e o diálogo contínuo entre ciência e sociedade.</p> Andrey Istvan Mendes Carvalho Copyright (c) 2025 Andrey Istvan Mendes Carvalho https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-12-17 2025-12-17 25 3 Editorial http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18473 Elaine Cristina Prado dos Santos Cristhiano Motta Aguiar Copyright (c) 2025 Elaine Cristina Prado dos Santos, Cristhiano Motta Aguiar https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-12-17 2025-12-17 25 3 "Estou morta, mas bem" http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/17842 <p><em>Frantumaglia</em> é uma palavra do dialeto napolitano, apresentada por Elena Ferrante (2017) em seu livro de título homônimo. Segundo ela, é a palavra que sua mãe usava para descrever a confusão mental que, vez ou outra, a atingia. Para Ferrante, a palavra ecoa a perda, a instabilidade e os detritos. Em sua obra, a autora fala sobre como a <em>frantumaglia</em> se impunha a ela, lançando-a para a escrita. A partir dessa noção, este texto propõe um diálogo entre a <em>frantumaglia</em> e a imagem dos <em>lucciole</em> (vaga-lumes), conceito de Georges Didi-Huberman presente em <em>Sobrevivência dos vaga-lumes</em> (2011), para investigar como ambas as ideias iluminam o papel da escrita como possibilidade de vida diante do caos e da fragmentação.</p> Eduarda Duarte Pena Copyright (c) 2025 Eduarda Duarte Pena https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-12-17 2025-12-17 25 3 Recolhendo os Fragmentos http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18132 <p>O presente artigo possui como principal objetivo discutir sobre as testemunhas e sobre o narrador trapeiro no romance <em>K.</em>: relato de uma busca (2016), de B. Kucinski. Nessa obra, que é uma representação do real de um evento traumático da família do autor e possui como pano de fundo os acontecimentos durante e no pós-ditadura civil-militar brasileira (1964-1985), narra-se a infindável busca do personagem K. em busca de sua filha, A., que “foi desaparecida”. Para abordar sobre os conceitos de testemunha, convoca-se Giorgio Agamben (2008). Já para falar sobre discutir sobre fragmentação narrativa e sobre o narrador trapeiro, usa-se ensaios de Walter Benjamin sobre o narrador (1987) e Charles Baudelaire (2015).</p> Gustavo Luís de Oliveira Copyright (c) 2025 Gustavo Luís de Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-12-17 2025-12-17 25 3 Deslocamentos e identidade em A filha perdida, de Elena Ferrante http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/17721 <p>Este artigo propõe um recorte de análise do romance <em>A filha perdida</em>, de Elena Ferrante, a partir da perspectiva da crítica literária feminista, suscitando temas como maternidade, divisão sexual do trabalho e hierarquização de gêneros, com base nos trabalhos de Zolin (2009), Fraser (2019) e Kergoat (2009). A obra de Ferrante traz para o centro da narrativa a condição do abandono materno, enfatizando os conflitos internos pelos quais a protagonista Leda passa ao tentar lidar com a maternidade e com as limitações que lhe são impostas nessa nova condição. Nosso interesse de pesquisa está em mostrar como Ferrante constrói uma personagem que representa parte das experiências sociais femininas e que escolhe romper com as expectativas sociais impostas às mulheres ao priorizar sua posição como <em>mulher </em>em detrimento da posição como <em>mãe</em>.</p> Jéssica Dametta Copyright (c) 2025 Jéssica Dametta https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-12-18 2025-12-18 25 3 A Resistência, de Julián Fuks: excelência em experimentalismo formal? http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/17733 <p>Em decorrência das violências inerentes às ditaduras sul-americanas, surgiram vários testemunhos dos sobreviventes. Em <em>A Resistência</em>, de Julián Fuks (2015), narra-se a memória familiar, ficcionalizando os horrores vividos por aqueles(as) que enfrentaram tais ditaduras. Pautado pela tensão entre o real e o ficcional, os procedimentos estéticos desse romance desvelam a persistência do autoritarismo nas relações sociais, bem como as tensões entre memória, esquecimento e ocultamento do trauma. Logo, demonstraremos que os conceitos de metaficção e de autoficção constituem elementos estruturantes dessa obra, pois são usados para reativar a memória do período ditatorial na Argentina e no Brasil.</p> Jefferson Silva do Rego Copyright (c) 2025 Jefferson Silva do Rego https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-12-18 2025-12-18 25 3 Linguagem e Construção da Identidade http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/17941 <p>Neste artigo, partimos da discussão sobre identidade na pós-modernidade para propor reflexões em torno da identidade da pessoa com “deficiência”, em especial a partir de Davis (2006). Para isso, apresentamos o conceito de “normalidade”, que surge na modernidade, e a noção de “corpo normal”, que estabeleceria uma oposição com a ideia de deficiência. Propomos também uma reflexão acerca da importância da linguagem na construção da identidade e, dado o recorte escolhido, analisamos os termos “cego” e “cegueira”, assim como o próprio termo pessoa com “deficiência visual”, para defendermos a ideia de que a linguagem é um fator determinante na perpetuação de estereótipos identitários.</p> Marcella Stefanini Copyright (c) 2025 Marcella Stefanini https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-12-17 2025-12-17 25 3 Páginas Inciais http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18471 Cadernos de Pós-Graduação em Letras Copyright (c) 2025 Cadernos de Pós-Graduação em Letras https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-12-17 2025-12-17 25 3