http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/issue/feedCadernos de Pós-Graduação em Letras2026-04-17T12:14:11-03:00Elaine Cristina/Alledi Machadocadernospgl@gmail.comOpen Journal Systems<p>Os <strong><em>Cadernos de Pós-Graduação em Letras</em> (CPGL)</strong> objetivam abrir espaço para a produção discente, publicando trabalhos inéditos de alunos de mestrado, mestres, alunos de doutorado e doutores com no máximo dois anos de titulação vinculados a instituições de ensino e pesquisa nacionais ou internacionais.</p> <p><strong>ISSN</strong> 1809-4163</p>http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18667Páginas Inciais2026-04-17T11:58:51-03:00Nathália Taise de Camargo Mendesnathalia.mendes@mackenzista.com.br2026-04-17T00:00:00-03:00Derechos de autor 2026 Nathália Taise de Camargo Mendeshttp://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18668Editorial2026-04-17T12:07:18-03:00Elaine Cristina Prado dos Santoselainecristina.santos@mackenzie.br2026-04-17T00:00:00-03:00Derechos de autor 2026 Elaine Cristina Prado dos Santoshttp://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18435A LA MAÑANA DESPUÉS DE LA INFANCIA:2025-12-08T10:44:18-03:00WAGNER APARECIDO DA SILVAwagapsi@gmail.com<p>*El fin de la infancia*, de Arthur C. Clarke, rompe con el paradigma utópico tradicional al desplazar el enfoque narrativo más allá de la centralidad humana. La obra concibe a la humanidad como una etapa de transición en un proceso evolutivo más amplio, cuyo resultado exige su superación. En este contexto, los Señores Supremos no actúan como guías espirituales, sino como mediadores responsables de estabilizar la historia y establecer la suspensión necesaria para la metamorfosis final. La paz y la abundancia globales establecidas constituyen un "desierto utópico", a menudo interpretado como estancamiento, pero que la novela revela como un capullo civilizatorio: una pausa gestacional que prepara el surgimiento de una conciencia poshumana integrada en la Mente Cósmica. De este modo, Clarke reformula la noción clásica de utopía, trasladándola del plano político al ontológico, donde la transformación de la especie se presenta como condición para el surgimiento de formas superiores de existencia.</p>2026-04-17T00:00:00-03:00Derechos de autor 2026 WAGNER APARECIDO DA SILVAhttp://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18295“Entre Santos”: vacilação e a ameaça do Fantástico em Machado de Assis2026-01-26T11:56:02-03:00André Karasczuk Taniguchiandrekarasczuk@gmail.com<p>O presente artigo analisa o conto “Entre Santos” de Machado de Assis em 1896 à luz das teorias do Fantástico de Todorov (2014) e Roas (2013). O estudo evidencia como o autor constrói a vacilação entre realidade e sobrenatural, associando tensão, dessacralização e ambiguidade moral dos santos à ameaça do Fantástico. Evidencia-se que, embora geralmente associado ao Realismo, Machado também recorreu ao Insólito Ficcional em sua produção, contribuindo para leituras que transcendem o plausível e sugerem a presença do sobrenatural.</p>2026-04-17T00:00:00-03:00Derechos de autor 2026 André Karasczuk Taniguchihttp://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/17966AS CONFIGURAÇÕES DO FANTÁSTICO E DO DUPLO EM ELZA E HELENA, DE GASTÃO CRULS2025-12-08T11:19:24-03:00Thais Regina Gimenes Chagasthais.chagas@unespar.edu.br<p>O tema do duplo é um elemento recorrente na literatura fantástica. Ele explora a ideia de um “outro eu”, que pode ser um gêmeo, um sósia ou até mesmo uma manifestação sobrenatural da personalidade do protagonista, que provoca reações emocionais imprevisíveis, pautadas no medo de ver a sua personalidade usurpada, de não se reconhecer como um ser autêntico e independente, capaz de assumir todo o controle sobre si mesmo. Diante disso, vamos explorar como o tema do duplo desempenha um papel significativo na construção da narrativa, que se entrelaça com o misterioso, em diferentes contextos do romance <em>Elza e Helena </em>(1949), de Gastão Cruls.</p>2026-04-17T00:00:00-03:00Derechos de autor 2026 Thais Regina Gimenes Chagashttp://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/17830O Encantamento e a moral em Reinações de Narizinho e O Picapau Amarelo: A função da fantasia2026-01-26T14:58:28-03:00Bruna da Silva Otto de Oliveirabruna.ottooliveira@gmail.com<p>O artigo aborda como Monteiro Lobato mescla o real e o maravilhoso em <em>Reinações de Narizinho</em> (1931) e <em>O Picapau Amarelo</em> (1936) para incentivar a imaginação e a formação moral das crianças. Destaca-se a quebra de fronteiras entre contos de fada tradicionais e o mundo do sítio, promovendo uma visão crítica e ativa do leitor infantil. Emília e Narizinho ganham papéis centrais na construção desse universo lúdico, que une educação e diversão sem subestimar a inteligência infantil.</p>2026-04-17T00:00:00-03:00Derechos de autor 2026 Bruna da Silva Otto de Oliveirahttp://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18390João Grilo e o retorno dos mortos2025-11-19T13:00:35-03:00Ronaldo Velho Buenorvbueno@ucs.br<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo discute as marcas de proximidade da peça “Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, com o mito grego de Orfeu. Além de a obra ser comumente associada aos autos de Gil Vicente e ao teatro espanhol do século XVII, o julgamento de João Grilo orbita o mitema do retorno dos mortos. O debate sobre Orfeu é fundamentado em Bulfinch (2002) e Brunel (2000). A revisão teórica também traz reflexões de Campbell (2010) e Eliade (2002). O corpus de análise é focado no terceiro ato do texto de Suassuna, a partir de trechos selecionados que exploram semelhanças e diferenças em relação ao mito.</span></p>2026-04-17T00:00:00-03:00Derechos de autor 2026 Ronaldo Velho Buenohttp://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18413O Auto da Compadecida: um causo que atravessa mídias, tempos e narrativas2026-01-26T11:43:33-03:00Nathália Taise de Camargo Mendesnathalia.mendes@mackenzista.com.br<p>O artigo analisa <em>O Auto da Compadecida</em> sob a perspectiva da adaptação e da intermidialidade, examinando seu percurso do texto teatral de 1955 até a consagrada versão cinematográfica de 2000. A partir da teoria da adaptação de Linda Hutcheon e dos estudos de intertextualidade de Koch, Bentes e Cavalcante, discute-se como o filme dirigido por Guel Arraes transforma e recria elementos da obra de Ariano Suassuna. O estudo incorpora ainda as reflexões de Braulio Tavares sobre a tradição narrativa nordestina, entendida como um contínuo recontar de histórias que atravessam tempos e mídias. Observam-se modificações de personagens, escolhas narrativas e recursos audiovisuais que atualizam os sentidos da obra, entendendo a adaptação não como derivação, mas como prática criativa que mantém viva essa narrativa fundadora da cultura brasileira.</p>2026-04-17T00:00:00-03:00Derechos de autor 2026 Nathália Taise de Camargo Mendeshttp://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/17750LITERATURA PÓS-AUTÔNOMA2025-09-19T16:37:38-03:00Júlia Demétriojuliad.xavier@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">A literatura pós-autônoma é um conceito estabelecido por Ludmer (2010) que disserta sobre como as literaturas contemporâneas atravessam as fronteiras do literário. Desta forma, alguns escritores da última década vem se destacando por se inserir numa prática de escrita inespecífica, cujos textos não pertencem a nenhum tipo de delimitação ou forma , como a autora Veronica Stigger. A partir de dois contos, “</span><em><span style="font-weight: 400;">Argumentum Chronologicum</span></em><span style="font-weight: 400;">” (2007) e “</span><em><span style="font-weight: 400;">O Livro</span></em><span style="font-weight: 400;">”</span> <span style="font-weight: 400;">(2019), veremos como a autora expande seu projeto literário, mesclando gêneros e linguagens que resultam em textos de difícil classificação. </span></p>2026-04-17T00:00:00-03:00Derechos de autor 2026 Júlia Demétriohttp://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/17878As aventuras de Robinson Crusoé e as Cidades de Refúgio da Bíblia2025-09-19T16:46:34-03:00Yon Morato Ferreira da Costayon@ipbi.com.br<p>O presente artigo tem por finalidade estabelecer um paralelo entre a compreensão da obra de Daniel Defoe em As Aventuras de Robinson Crusoé e a existência das seis cidades de refúgio mencionadas na Bíblia Sagrada. A partir da situação de exílio vivida na ilha do desespero, o encontro com o indígena salvo da morte batizado por Sexta-Feira, o aprendizado mútuo, a figura do resgatador e a nova oportunidade de vida após 28 anos de separação da vida anterior.</p>2026-04-17T00:00:00-03:00Derechos de autor 2026 Yon Morato Ferreira da Costahttp://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/17782A construção da imagem do idoso no Facebook: uma reflexão à luz da práxis enunciativa2025-09-19T16:39:26-03:00RAIMUNDO ISÍDIO DE SOUSAisidio@ccm.uespi.br<p>Partindo do pressuposto de que o sujeito da internet tem a ilusão de liberdade, podendo forjar e imitar outros sujeitos, analisamos como o ator coletivo da “<em>Página do Grupo onde fingimos ser confusos com a tecnologia</em>” constrói e difunde simulacros sobre o idoso. O estudo está amparado teórico-metodologicamente na semiótica discursiva francesa e seus desdobramentos práxicos em diálogo com Bertrand, Barros, Discini, Fiorin, Fontanille, Fontanille e Zilberberg e Greimas e Courtés. Constatamos que, nos simulacros, subjaz uma sanção negativa ao idoso internauta e que é composto pelo princípio modal do não saber fazer, por não saber operar as tecnologias, estar relacionado a doenças e não ter letramento digital.</p>2026-04-17T00:00:00-03:00Derechos de autor 2026 RAIMUNDO ISÍDIO DE SOUSAhttp://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgl/article/view/18089O crime da bas-bleu2025-08-12T15:42:49-03:00Sergio Schargelsergioschargel_maia@hotmail.com<p>Este artigo se propõe a explorar o caso do assassinato do ilustrador Roberto Rodrigues pela escritora e jornalista Sylvia Serafim em 1929, por meio da ótica de processos de estetização da violência e jornalismo de sensações. São analisadas as formas com que a mídia moldou a percepção do crime e a figura da ré, destacando o papel da imprensa na construção de narrativas que transcendem o fato em si, perpetuando uma figura que permanece desumanizada até o contemporâneo. Por conta do crime, tanto a sua produção intelectual e artística como a de Roberto foram esquecidas, e suas biografias reduzidas às suas condições, respectivamente, de homicida e mártir. As conclusões apontam para a complexidade do caso, que vai além de um simples ato criminal, evidenciando a instrumentalização política da figura de Serafim tanto pelos seus detratores quanto até pelos seus defensores. </p>2026-04-17T00:00:00-03:00Derechos de autor 2026 Sergio Schargel